domingo, 5 de maio de 2013

Seu Pênis - Doenças sexualmente transmissíveis


SEU PÊNIS
DOENÇAS SEXUALMENTE
TRANSMISSÍVEIS


Em junho de 2004 eu criei um site chamado SEU PÊNIS a partir de alguns pedidos de apresentar assuntos sobre a saúde sexual masculina. Hoje você acessará o texto com informações sobre doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).


Como a maioria dos sites de hospedagem gratuitos estão sendo desativados e deletam todo o material eu estou preventivamente postando tudo aqui no blog. Assim sendo, nos buscadores tipo Google você vai ser direcionado tanto a SEU PÊNIS quando a BEAGA24. Quando o site SEU PÊNIS for deletado só haverá resultado de pesquisa indicando o blog BEAGA24, ok?

1. Sexo não-protegido

O sexo não protegido, ou seja, sem camisinha, expõe você ao risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis. Isto aplica-se a homens e a mulheres. A camisinha é o único método eficaz para prevenir as doenças sexualmente transmissíveis e a AIDS.

Diz-se sexo não protegido a qualquer forma de contacto sexual anal, oral ou vaginal que não envolva o uso de preservativo masculino ou feminino ou uma barreira semelhante.

Muitas doenças sexualmente transmissíveis (DST's) são transmitidas por sexo não protegido.

O sexo não protegido com penetração (inserção do pênis no corpo de outra pessoa) anal e vaginal tem o maior risco de DST's, contudo as infecções podem ser transmitidas também por sexo oral (boca com genitais) e sexo oral-anal (boca com ânus).

Da mesma forma que deve-se usar camisinha na penetração anal ou vaginal, deve-se praticar o sexo oral também com camisinha (algumas pessoas usam preservativos com sabores).

2. Sexo com pessoas HIV positivas

Um dos parceiros é HIV positivo:

Se você tiver uma relação sexual com outro homem que lhe revele ser soropositivo, isto é, que está infectado com o vírus HIV, e que ele lhe diga estar tomando antiretrovirais e ele ainda afirma que a sua carga viral está quase indetectável no seu sangue.

É bom que você saiba que ele ainda pode ter vírus no seu sêmen ou nos fluídos vindos das vesículas seminais e da próstata, que transmitem o HIV. Portanto você deve se precaver da contaminação, usando a camisinha.

Os dois parceiros são HIV positivos:

Se você é HIV positivo e tiver sexo com outra pessoa que seja também HIV positiva muitos especialistas em saúde e médicos sexólogos recomendam que continue a usar preservativos.

Há uma forte evidência de que é possível ser super-infectado com novas estirpes ou tipos de HIV, que podem ser mais agressivos ou resistentes aos medicamentos. Isto pode levar à falência dos tratamentos que poderiam ser eficazes. Isto aplica-se a homens e a mulheres.

3. Sexo com pessoas HIV negativas ou não testadas

Se você é HIV positivo e usa preservativo durante o sexo com pessoas que sabem ser HIV negativas ou que não estejam seguras do seu estado HIV, você está protegendo o seu parceiro contra o HIV e a ambos contra outras DST's.

4. Sexo anal

Para o sexo anal é muito importante que os preservativos sejam usados com bastante lubrificante aquoso, dado que não devem ser nunca usados lubrificantes oleosos porque enfraquecem a borracha dos preservativos. Os espermicidas com nonoxynol-9 devem ser evitados porque causam irritação no pênis sem-camisinha, fazendo com que seja mais fácil que se dê o contágio do vírus HIV ou outras DST's.

Texto acima foi traduzido para o português sendo que o texto original em inglês está em AIDSmap

5. Beijo e sexo oral

É arriscado beijar uma pessoa que tem herpes, mesmo sem lesões aparentes?

Primeiramente herpes labial é diferente de herpes genital, o herpes labial, é um vírus existente no nosso organismo que quando nossa resistência está baixa.

Por exemplo em situações de stress, em condições de fadiga, após febre, exposição ao sol etc, ele aparece em formas de bolhas nos lábios superiores ou inferiores, pode aparecer no nariz etc, você pode pegar através do contato com as bolhas de uma pessoa contaminada.

Em relação ao tratamento é altamente recomendável você procurar um serviço de saúde, pois só um médico poderá prescrever o tratamento.

AIDS pode ser transmitida pela saliva?

Os especialistas garantem que a saliva não é capaz de transmitir o HIV. Existem enzimas potentes na saliva capazes de "inativar" eventuais partículas do vírus. Por isso é pouco provável que alguém se contamine com o HIV através de um simples beijo na boca.

Por outro lado, algumas práticas sexuais podem fazer com que a boca entre em contato direto com pequenas lesões na mucosa (tecido de revestimento interno do organismo) de outras partes do corpo de outra pessoa. Aí, sim, o risco aparece.

É o caso da prática do sexo oral (boca-vagina, boca-ânus ou boca-pênis) e "beijos" mais selvagens, também chamados de beijos franceses ou beijos com mordedura, onde podem acontecer pequenos sangramentos.

Nesses casos, a transmissão pode ser feita por qualquer um dos parceiros. O que fazer? Use camisinha em todas as transas, papel-filme em práticas de sexo oral e dê uma "regulada" nos beijos mais radicais.

O sexo oral ainda é considerado uma prática de risco para a transmissão do HIV e de outras DSTs. É lógico que sexo vaginal ou anal sem camisinha traz um risco muito maior de transmissão do que o sexo oral, mas os especialistas preferem que as pessoas evitem esse risco.

Isso pode ser feito com o uso de algum tipo de barreira no sexo oral. Essa barreira pode ser tanto um filme plástico como um pedaço de camisinha colocado na entrada da vagina.

Filmes plásticos são aqueles que podem ser comprados em supermercados para embrulhar alimentos que ficam na geladeira, na sua casa mesmo deve ter.

No caso do homem, o ideal é o que pênis esteja protegido por um preservativo no momento do sexo oral. A melhor saída talvez sejam os preservativos com sabor.

Você pode achar que estamos exagerando nessa história de proteção no sexo oral.

Estudos mais recentes mostram que o risco de transmissão do HIV pelo sexo oral é menor do que os que verificados em anteriores. Mas enquanto os números não dão uma certeza absoluta, cabe a você a decisão de correr esse risco ou de se proteger.

6. Sífilis

Um homem pode ter sífilis e não saber que tem?

A sífilis reaparece entre os homossexuais e bissexuais em Toronto, Canadá, segundo informação do "AIDS Committee of Toronto - ACT". O número de casos de sífilis identificados em 2003 em Toronto foi 10 vezes mais dos que aqueles identificados em 2001 (31 casos em 2001, 195 em 2002 e 308 em 2003).

A maioria destes casos registados foram entre homens que têm relações sexuais com homens. Isto é um aumento significante e é algo preocupante, visto que a pessoa pode ter sífilis e não o saber.

O que é a sífilis e como é transmitida?

A sífilis é uma doença sexualmente transmitida. Pode contagiar-se quando a sua pele entra em contacto com feridas abertas ou com pele irritada de uma pessoa já infectada. Tambem é transmitida através de sexo oral, sexo anal e vaginal.

Como é que eu sei se tenho sífilis?

Através de uma análise de sangue, específica, feita a pedido do médico. Você pode ter sífilis e não saber. Também pode ficar muito doente e transmitir esta doença aos outros.

Mesmo sem sentir dores, pode ter feridas no pênis, no ânus ou na garganta, desenvolver irritação de pele no peito, nas mãos e nos pés.

Existe cura para a sífilis?

Sim. Se esta for detectada a tempo, pode ser tratada facilmente.

Como posso proteger-me da contaminação?

Usando um preservativo de látex (camisinha) para sexo anal e/ou oral você pode proteger-se do contágio da sífilis. Se tem relações sexuais anais com outros homens e/ou se gosta de fazer sexo anal e/ou oral, deve fazer regularmente o teste à sífilis.

Também é importante saber que mesmo que já tenha tido sífilis no passado, pode voltar a ter novamente.

7. AIDS

Tenho medo de fazer o teste, este medo é normal?

Sim. É generalizado o receio de estar com AIDS mas maior ainda é o receio de fazer o teste e acabar sabendo que contraiu o vírus. Algumas pessoas enfrentam este temor e vão à farmácia como fariam se suspeitassem de haver contraído alguma DST qualquer.

Na farmácia tem algum teste que posso fazer?

Não há nenhum tipo de teste para AIDS à venda em farmácias ou qualquer outro tipo de comércio. Esse tipo de teste só pode ser feito a partir de um exame de sangue realizado laboratorialmente.

Onde eu devo ir para fazer o teste?

Existem laboratórios particulares que realizam o teste e também serviços públicos gratuitos ligados ao Sistema Único de Saúde - SUS que fazem o teste de HIV. Basta você pedir o exame, isto é, você não precisa ter uma receita médica prescrevendo o exame.

Procure orientações no Posto de Saúde do seu bairro sobre onde localiza-se o Centro de Orientação e Apoio Sorológico - COAS da sua cidade, ou também você pode saber qual é o COAS mais perto da sua casa acessando o site da COORDENAÇÃO NACIONAL DA DST/AIDS.

Posso pedir ao meu médico o teste de HIV?

Se você tem receio de estar com AIDS, o primeiro passo é abrir-se com o seu médico, que vai conversar com você, avaliar riscos e solicitar um exame de HIV. Nos COAS você também tem esse serviço de orientação e apoio médico.

Como se chama o teste?

O teste padrão feito é o ELISA, tipo de exame que dosa os anticorpos (defesas) do corpo produzidas contra o vírus HIV. O ideal é que ele seja feito três meses após a relação sexual suspeita.

Que situação me faz ficar com temor de ter contraído AIDS?

Agora vamos pensar no porquê você anda tão preocupado com a AIDS. Das duas, uma. Ou fez sexo sem proteção e correu algum tipo de risco ou está com uma encanação exagerada, sem motivos. A conversa com o especialista pode ajudar a clarear suas ideias.

O que é DST - doença sexualmente transmissível

As DST-Doenças Sexualmente Transmissíveis aparecem no mundo inteiro como as mais comuns alterações no quadro de saúde de homens e mulheres, tornando-se assim a causa mais freqüente de procura por serviços de saúde.

No Brasil é estimado que ocorra por ano de 3,5 a 4 milhões de ocorrências de DST, acarretando importantes conseqüências sócio-econômicas tanto a nível pessoal quanto para a sociedade.

A infecção pelo HIV é a DST de maior importância em termos de morbidade, custos de assistência à saúde e conseqüências sociais. Sabe-se que outras DSTs, particularmente as úlceras genitais podem aumentar o risco de transmissão e aquisição do HIV em até 18 vezes.

Entende-se como DST as infecções e infestações que envolvem a área genital, oral, anal e outras, cujos agentes etiológicos são transmitidos durante o contato sexual.

Principais DSTs

A Prefeitura de Belo Horizonte (a cidade onde BEAGA24 mora), através de seu Centro de Treinamento e Referência - CTR mapeou as principais doenças atendidas no serviço público e suas percentagens, no período de 1988 a 1996.

O CTR ressalta que a proporção nos atendimentos é de 4 homens para 1 mulher com DST, a faixa etária mais acometida é de 20 a 29 anos.

  • 15,2% - Uretrite não-gonocócica - UNG

  • Forma de Contágio: A transmissão se faz pelo contato sexual, sendo o período de incubação no homem de 14 a 21 dias (2 a 3 semanas). Na mulher a uretrite é uma forma rara de manifestação.

    Agente etiológico (causador): Várias bactérias são responsabilizadas por esta infecção, principalmente a Chlamydia trachomanis (15-55% dos casos), Ureaplasma urealyticum (40-60% dos casos), M. hominis (5-10% dos casos) e T vaginalis (menos de 5% dos casos).

    Sintomas principais: Corrimento mucoso e homogêneo com disúria leve e intermitente.

    Perspectivas de cura: 100% dos casos, se tratada corretamente.

    Consequências do não tratamento: Pode evoluir para prostatite, epididimite, balanites, conjuntivites, esterilidade e pneumonia do recém-nascido.

    UNG


  • 14,4% - Uretrite gonocócica

  • Também chamada de gonorreia e blenorragia.

    Forma de Contágio: A transmissão é essencialmente pelo contato sexual e o período de incubação no homem é curto, variando de 2 a 5 dias.

    Agente etiológico (causador): Neisseria gonorrhoeae.

    Sintomas principais: Os primeiros sintomas são ardência ao urinar, seguido por um corrimento amarelado, purulento e abundante.

    Perspectivas de cura: 100% dos casos, se tratada corretamente.

    Consequências do não tratamento: Pode evoluir para balanopostite, prostatite, epididimite, cegueira, artrite, enfermidades cardíacas, infertilidade e disseminação septicêmica.

    Gonorreia


  • 13,6% - Condiloma acuminado

  • Outras denominações: Papilomavírus Humano (HPV), condilomatose, crista de galo, verruga genital.

    Forma de Contágio: É uma doença transmitida pelo contato sexual e várias outras vias. O condiloma acuminado é conhecido como verruga genital, verruga venérea, crista de galo. Seu período de incubação é de 3 semanas a 8 meses.

    Agente etiológico (causador): Vírus do Papiloma Humano (HPV).

    Sintomas principais: Aparecimento de verrugas na área genital assemelhando-se às vezes a uma couve-flor.

    Perspectivas de cura: Por se tratar de um vírus não há exatamente uma cura mas um controle da doença, com o tratamento o sintoma desaparece. Há casos em que o vírus persiste ainda no organismo, justificando o grande número de recidivas.

    Consequências do não tratamento:Atualmente são conhecidos mais de 70 subtipos de HPV, sendo alguns associados ao câncer do colo uterino e anal, um dos motivos pelos quais as mulheres devem procurar periodicamente o ginecologista e os homens, o urologista. Em gestante em época de parir pode ocorrer obstrução da vagina, determinando que se faça o parto cesariano.

    HPV


  • 10,2% - Cervicite gonocócica

  • Forma de Contágio: A transmissão ocorre essencialmente pelo contato sexual, sendo que 50 a 70% das mulheres não apresentam sintomas. A maioria dos casos é descoberta durante a investigação dos parceiros ou por culturas do material colhido do endocérvix.

    Agente etiológico (causador): Neisseria gonorrhoeae.

    Sintomas principais: Não apresentam sintomas significativos, podendo ocorrer corrimento genital anormal ou disúria. O canal anal pode também estar infectado.

    Perspectivas de cura: 100% dos casos se tratada corretamente.

    Consequências do não tratamento: Pode evoluir para salpingite, doença inflamatória pélvica e esterilidade.


  • 4,8% - Sífilis

  • Forma de Contágio: A transmissão é em sua maioria pelo contato sexual, além da transmissão da mãe para o feto durante a gestação.

    Agente etiológico (causador): Treponema pallidum.

    Sintomas principais: A sífilis é uma doença infecciosa, sistêmica, de evolução crônica, sujeita a surtos de agudização e períodos de latência. Clinicamente a sífilis classifica-se como primária, secundária, terciária e latente. Qualquer órgão do corpo pode estar comprometido no curso da doença, e por isto, os sintomas diferem em cada fase desta.

    Sífilis primária (cancro duro):

    Sintomas presentes: Caracteriza-se pela presença de lesão ulcerada, geralmente única, pouco dolorosa, base endurecida, fundo liso e com secreção serosa. A lesão aparece entre 10 a 3 meses, em média 21 dias após o contato sexual.

    Pode ocorrer adenopatias regionais (ínguas). A localização do cancro duro vai depender do local de contágio, podendo estar em áreas genital, anal, oral e mesmo em outros lugares, desaparecendo espontaneamente após 3 semanas sem deixar cicatrizes.

    Isso não significa a cura pois a doença continua evoluindo e a pessoa a transmitindo.

    Sífilis sedundária:

    Sintomas presentes: Presença de lesões cutâneo-mucosas, não ulceradas, após 5 a 8 semanas do desaparecimento do cancro duro. Dentre estas lesões são comuns as manchas eritrematosas (roséolas), alopécias (queda de cabelo), e outras que podem se manifestar em toda a pele, mucosas e pelos.

    Podem ocorrer poliadenopatias generalizadas (ínguas), bem como comprometimento de órgãos internos.

    Sífilis latente:

    É a forma da sífilis adquirida na qual não se observam sinais e sintomas clínicos, e portanto, tem o seu diagnóstico feito através de testes sorológicos.

    Sífilis terciária:

    Os sinais e sintomas geralmente ocorrem após 3 a 12 anos de infecção, principalmente lesões cutâneo-mucosas, neurológicas, cardiovasculares, articulares e mesmo morte.

    Sífilis congênita:

    Doença transmitida da mãe para o feto através da placenta. Em qualquer período da gestação, o feto pode ser infectado, causando morte ou levando a abortamento, parto prematuro, retardo do crescimento do feto, comprometimento clínico do recém-nascido logo após o nascimento ou mesmo posteriormente.

    Perspectivas de cura: A sífilis é uma doença que pode aparecer em forma assintomática, por isso deve ser sempre investigada, tendo 100% de cura quando tratada corretamente.

    Sífilis


  • 4,5% - Cervicite inespecífica

  • Forma de Contágio: É uma doença transmitida através do contato sexual podendo ser encontrada no cérvix uterino em 60 a 70% das mulheres de parceiros com Uretrite não-gonocócica - UNG.

    Agente etiológico (causador): Um dos agentes que causam cervicite com maior frequência é a Chlamydia trachomatis, podendo também serem responsáveis por cervicites os seguintes agentes: Mycoplasma hominis, Ureaplasma urealyticum e Herpes vírus hominis.

    Sintomas principais: A incidência de mulheres assintomáticas infectadas por Chlamydia trachomatis é elevada, ocorrendo por vezes somente um fluxo espesso do endocérvix. O colo é habitualmente edemaciado e sangra facilmente ao toque.

    Perspectivas de cura: 100% dos casos, se tratada corretamente.

    Consequências do não tratamento: Pode propagar-se e originar salpingite, peri-hepatite, doença inflamatória pélvica. Em gestante no momento do parto, pode ocorrer contaminação do recém-nascido causando pneumonia, tracoma,etc.


  • 4,1% - Herpes genital

  • Forma de Contágio: É uma virose que pode ser transmitida pelo contato sexual, com período de incubação de 3 a 14 dias.

    Agente etiológico (causador):Herpes virus hominis.

    Sintomas principais: A manifestação clínica habitual é o surgimento de vesículas pequenas (bolhas) agrupadas, que se rompem, causando feridas dolorosas na região genital.

    Como o vírus se localiza no sistema nervoso, a doença se mostra também através de surtos, os quais podem ser desencadeados por traumatismos, ansiedades e outras situações de baixa imunidade do indivíduo (Herpes recorrente).

    Perspectivas de cura: Não existe tratamento que proporcione a cura definitiva do herpes genital e sim para aliviar os sintomas, como analgésicos, anti-inflamatórios e algumas drogas antivirais específicas, as quais são utilizadas para casos especiais como pacientes HIV positivo, e tratamento neonatal devido à gravidade do caso.

    Herpes genit.


  • 2,0% - Corrimentos genitais na mulher

  • Forma de Contágio: É uma manifestação que acomete a vulva e a vagina, sendo quase sempre causada por agentes biológicos, transmitidos ou não pelo ato sexual, podendo relacionar-se também a fatores físicos, químicos, hormonais, anatômicos, que agem ora de forma predisponente, ora desencadeante do processo (exemplo: diabetes, lubrificantes, absorventes internos e externos, hormônios, tumores, etc.).

    Na presença de corrimento observar a cor, cheio, aspecto, quantidade e a ocorrência da sintomas como por exemplo dor, coceira, sensação de ardência e desconforto durante o ato sexual.

    Agente etiológico (causador): Nas vaginites: Candida albicans, Trichomonas vaginalis. Nas vaginoses: Gardnerella vaginalis, Mobiluncus sp, etc.

    Os homens também são infectados pelos agentes etiológicos citados anteriormente.


  • 1,3% - Cancro mole

  • Forma de Contágio: É uma infecção de transmissão exclusivamente sexual, com o período de incubação de 3 a 5 dias, podendo se estender até duas semanas.Mais freqüente nas regiões tropicais e no sexo masculino, as mulheres podem ser portadoras assintomáticas.

    Agente etiológico (causador): Haemophylus ducreyi.

    Sintomas principais: Caracteriza-se pelo aparecimento de lesões múltiplas (devido a auto-inoculação), habitualmente dolorosas, bordas irregulares, fundo recoberto por exudato amarelo com odor fétido, frequente na região genital e oral.

    Geralmente vem acompanhadas por ínguas volumosas e dolorosas na virilha, que podem romper-se por um orifício único, eliminando secreção purulenta.

    Perspectivas de cura: 100% dos casos, se tratados corretamente.

    Cancro mole


  • 0,1% - Linfogranuloma venéreo

  • Outras denominações: Bubão, Linfogranuloma inguinal, Úlcera venérea adrenógena.

    Forma de Contágio: Doença infecciosa de transmissão exclusivamente sexual, com período de incubação entre 3 e 30 dias.

    Agente etiológico (causador): Chlamydia trachomanis.

    Sintomas principais: Inicia-se com uma pequena lesão indolor na área genito-anal, que pode desaparecer sem deixar sequela. Após o desaparecimento desta, a doença atinge os vasos linfáticos e linfonodos, surgindo a íngua na região inguinal, volumosa, que pode ser acompanhada de sintomas gerais como febre e mal estar. A íngua pode se romper, drenando o pus por meio de vários orifícios.

    Perspectivas de cura: 100% dos pacientes tratados corretamente.

    Consequências do não tratamento: A doença evolui para complicações como fístulas, estreitamento do ânus, elefantíase nos órgãos genitais externos e mesmo nos membros inferiores, que consiste no aumento de tamanho e volume do órgão.

    Linf.venéreo


  • 0,02% - Donovanose



  • Forma de Contágio: Doença infecciosa crônica progressiva frequentemente associada à transmissão sexual, embora os mecanismos de transmissão não sejam ainda bem conhecidos, o período de incubação é de 30 dias a 6 meses. Acomete pele e mucosas das regiões genitais, perianais e inguinais, sendo pouco frequente e ocorrendo em climas tropicais e subtropicais.

    Agente etiológico (causador): Calymmatobacterium granulomatis.

    Sintomas principais: Manifesta-se inicialmente com uma pequena lesão, evoluindo através dos anos para uma ulceração vegetante.

    Consequências do não tratamento: Pode causar deformidades graves e irreversíveis nos locais acometidos, genitália, virilha e ânus.

    Donovanose


  • 0,005% - AIDS

  • Significado no nome: É um anagrama de palavras da língua inglesa: Acquired Imuno Deficiency Syndrome. Em português significa Síndrome de Imunodeficiência Adquirida.

    Síndrome: um conjunto de sinais e sintomas que podem indicar a presença de uma doença.

    Imuno: refere-se a imunidade que é a capacidade do organismo em reconhecer e, se necessário, destruir ou eliminar células, microorganismos e tecidos estranhos que entram no corpo do indivíduo, ameaçando assim a sua integridade.

    Deficiência: significa que a capacidade de produzir a resposta imunológica está debilitada.

    Adquirida: quer dizer que o indivíduo contraiu esta síndrome no decurso da vida e não nasceu com ela.

    Forma de Contágio: A transmissão se dá através de relações sexuais na ordem de 80% dos casos. Também há transmissão do vírus através de sangue e derivados e da mãe infectada para o filho durante a gestação. O leite materno de uma mulher HIV positivo é também infectante.

    A transmissão nas relações sexuais é bidirecional, qualquer um dos parceiros pode contaminar o outro. Qualquer modalidade de sexo (vaginal, anal, oral) é transmissora, aumentando esse risco na presença de úlceras genitais e outras DSTs. Há grande probabilidade de contágio durante o período menstrual e ainda quando o estado de imunodeficiência do transmissor está avançado.

    No início da epidemia, sangue e hemoderivados eram responsáveis por significativa parcela da transmissão do HIV. A partir de 1985 houve o desenvolvimento dos testes para triagem em banco de sangue e a parcela de contaminação a partir de sangue e seus derivados diminui progressivamente.

    Por outro lado, a transmissão sanguínea através de seringas compartilhadas por usuários de drogas venosas continua aumentando, como também a contaminação da mãe para o feto durante a gestação, no momento do parto e no período de aleitamento, devido ao aumento importante do número de mulheres contaminadas.

    É importante salientar que nem sempre é possível identificar se uma pessoa está ou não contaminada e se é transmissora. Pode existir a condição de portador assintomático do vírus.

    Agente etiológico (causador): Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). É um vírus da família dos retrovírus (RNA) que infecta principalmente células que apresentam a molécula "CD4" em sua superfície, predominantemente linfócitos "T4" ou auxiliares (glóbulos brancos do sangue) e macrófagos.

    O CD4 age como receptor para o vírus, mediando a invasão celular pois o HIV não tem a capacidade por si só de crescer e se reproduzir, para isso o vírus HIV necessita de células do organismo para que faça esta função para ele.

    Ocorre assim, a diminuição progressiva da imunidade celular, ficando o organismo propenso a desenvolver infecções provocadas por bactérias, fungos, protozoários e mesmo outros vírus. Estes agentes biológicos invasores são as "infecções oportunistas", são eles que vão levar o indivíduo imunodeficiente a um quadro grave de saúde a até a morte.

    O período compreendido entre o momento da infecção e o surgimento dos primeiros sinais e sintomas indicadores de AIDS varia de 5 a 10 anos.

    Principais sinais e sintomas que levantam a suspeita da AIDS:

    • Cansaço persistentes não relacionado com esforço físico;
    • Perda de peso involuntária (acima de 10% do peso corporal);
    • Febre persistente, podendo ser acompanhada por calafrios e suores noturnos;
    • Diarreia crônica;
    • Gânglios aumentados (ínguas) em várias partes do corpo;
    • Tosse seca;
    • Candidíase oral ("sapinho");
    • Herpes zoster;
    • Leucoplasia oral pilosa;
    • Sarcoma de Kaposi.


    O aparecimento de um ou mais destes sintomas não indica necessariamente que a pessoa esteja com AIDS. Portanto estes sinais e sintomas podem estar presentes em várias outras doenças, devendo estas serem afastadas antes de se falar em suspeita de AIDS.

    Somente o médico deve fazer o diagnóstico levando em conta a história clínica, os sinais e sintomas e os exames complementares hoje existentes.

    Os testes sorológicos baseiam-se na observação de que a maioria das pessoas infectadas desenvolverá anticorpos anti-HIV, a partir de duas semanas e na grande maioria dos casos, até 3 meses após a exposição ao vírus.

    Um exame positivo indica que o indivíduo entrou em contato com o vírus HIV, está infectado, mas não significa que terá necessariamente de desenvolver a doença.

    Fazer o teste HIV por mera curiosidade, sem orientação médica ou de serviços especializados, como o COAS da rede pública de saúde, poderá trazer conseqüências psico-sociais desastrosas, já que existe a possibilidade de ocorrências de resultados falto positivos e falto negativos, que não serão bem avaliados pelo indivíduo.

    Perspectivas de cura: Embora nenhuma terapêutica seja curativa e sem perspectiva ainda de vacinas, sabidamente houve aumento considerável do tempo e da qualidade de vida, após o início do uso de medicamentos antiretrovirais e inibidores de proteases, associado à profilaxia de infecções oportunistas.

    DST de origem bacteriana:

    As DST de origem bacteriana tal como a gonorréia e a clamídia podem ser tratadas facilmente e com sucesso tanto na maior parte das pessoas com HIV como nas que são HIV negativas desde que sejam diagnosticadas e tratadas.

    A falha no tratamento precoce pode levar à infertilidade e nalguns casos à lesão de órgãos internos.

    A sífilis, particularmente em pessoas com alterações graves do sistema imune, pode tornar o diagnóstico e a cura mais difíceis e pode ser mais agressiva quando o sistema inume está danificado.

    Tem havido recrudescimento de sífilis, em geral, entre homossexuais masculinos na Europa ocidental e na América do Norte nos anos passados e os jovens homossexuais masculinos com HIV têm sido desproporcionadamente afetados.

    Na Europa ocidental e na maior parte do mundo a sífilis afeta predominantemente os heterossexuais e está também associado ao aumento do risco de infecção pelo HIV, tal como com outras doenças ulcerosas tratáveis como o cancro mole e o linfogranuloma venéreo.

    DST de origem viral:

    Há também DST de origem viral. O herpes genital e o HPV não são curáveis mesmo nas pessoas que são HIV negativas.

    Se bem que ambas as infecções respondam ao tratamento elas podem recidivar (reaparecer) e serem de controle difícil se houver uma alteração grave do sistema imune.

    O herpes genital está associado a um aumento do risco de transmissão do HIV especialmente se houver úlceras. Algumas das espécies de vírus que causam as verrugas genitais estão associadas ao desenvolvimento de cancro genital e anal.

    Os vírus da hepatite A e B e (menos facilmente) o C podem também transmitir-se sexualmente e ter consequências mais complicadas em pessoas com HIV.

    A hepatite pode causar alterações no fígado que limitam as opções com o tratamento para o HIV e que o fazem não se sentir bem nestes aspectos.

    Há vacinas para a hepatite A e B (mas não para a C) que devem ser disponibilizadas para si no seu local de tratamento.

    Os homossexuais masculinos devem ser particularmente incentivados a ser vacinados contra a hepatite A e B. Após ter sido vacinado é importante que saiba regularmente se ficou com imunidade contra a hepatite A e B dado que as vacinas não dão uma proteção permanente.

    Algumas das infecções oportunistas que afetam as pessoas com HIV podem ser transmitidas por via sexual. O sarcoma de Kaposi é capaz de ser transmitido sexualmente sob a forma de um vírus herpes.

    Tanto as pessoas HIV positivas como as negativas podem ser afetadas por infecções intestinais pela Giardia, por amebas (pequenos parasitas que vivem no intestino e que causam diarreia), pelo criptosporidium e microsporidium que podem transmitir-se por contato oral-anal ou qualquer outra atividade sexual que levem material fecal contaminado em contato com a boca.

    Estas infecções podem causar diarreia grave particularmente em pessoas com diminuição acentuada do sistema imunológico. Uma DST ativa e não tratada aumenta a quantidade de HIV nas secreções vaginais tornando mais fácil a passagem do HIV se houver sexo não protegido.

    É recomendável que todas as pessoas sexualmente ativas façam um controle de saúde periódico. Muitos centros de tratamento para o HIV têm apoio psicológico e fazem testes que são confidenciais.

    9. Prevenção

    Nenhuma DST tem imunidade corporal natural, nem mesmo existem vacinas que possa preveni-las. Uma pessoa pode infectar-se cada vez que entra em contato com outras pessoas contaminadas.

    E em se tratando de pacientes HIV positivos a prevenção é fundamental a fim de evitar que o indivíduo receba mais carga viral ou outros subtipos de vírus.

    Portanto, a prevenção continua sendo a medida mais eficaz contra a contaminação por DSTs e o vírus HIV da AIDS.

    A prevenção é uma atitude conseguida por:

    • praticar sexo seguro usando corretamente preservativos ou outra barreira mecânica;
    • usar seringas e agulhas descartáveis e individuais;
    • evitar a gravidez e o aleitamento para as mulheres portadoras do HIV;
    • manipular sangue e secreções com equipamento de proteção adequado (luvas, óculos, máscaras, avental, etc.);
    • esterilizar e manipular cuidadosamente material perfuro-cortante (alicate de cutículas, instrumentos dentários e cirúrgicos, etc.);
    • exigir sangue testado em caso de necessidade de transfusão sanguínea emergencial ou não;
    • não doar sangue ou hemoderivados caso seja um soropositivo ou tenha algum comportamento de risco;
    • evitar contato com secreções íntimas corporais (sêmen, lubrificação vaginal, fluido pré-gozo do homem);

    Pode-se interromper a cadeia de transmissão das DST e AIDS do tratamento adequado caso já se esteja contaminado e também do(s) parceiro(s) sexuais, prevenindo novas ocorrências.

    Com a mudança do comportamento sexual através de obtenção de informação e conhecimento sobre as DST/AIDS.

    Usando e incentivando o uso de preservativos.

    Procurar se submeter a exames periódicos com urologista ou ginecologista.

    Gestantes dever fazer o pré-natal durante todo o período de gestação.

    Adotando hábitos de higiene, tais como tanto o homem quanto a mulher lavarem a área genito-anal antes e depois da relação sexual.

    Procurar o serviço de saúde para obter ajuda e orientações, evitando a automedicação ou o tratamento com balconistas de farmácia.

    Interromper toda atividade sexual ao se observar algum sintoma, tais como:

    (a) secreção uretral e vaginal anormal,

    (b) dor durante a relação sexual,

    (c) dor ao urinar,

    (d) ferimentos ou outros tipos de lesões na área genital e anal,

    (e) íngua na virilha ou generalizadas, acompanhadas ou não de febre e mal estar, etc.


    A prevenção é a estratégia básica para o controle da transmissão das DSTs e HIV, deve ser uma preocupação permanente e contínua.

    Grande parte do material desta página sobre DST foi obtida em material fornecido pelo CTR-Centro de Treinamento e Referência em DST da Policlínica Centro Sul da Prefeitura de Belo Horizonte, que fica na Rua dos Carijós, 528, 7 andar, centro, Belo Horizonte, MG, telefone (31) 3212-3834.

    O funcionamento é das 7 às 22 horas. É lá que o BEAGA24 faz testes laboratoriais e recebe acompanhamento médico sobre DST/AIDS.

    Aproveitei para copiar o impresso que recebi deles. Meu objetivo é de compartilhar com todos as informações que obtive e assim salientar a necessidade de se cuidar, afinal cuidar-se é uma forma de amar-se, ok?

    10. Casos da vida real

    Espinhas no pênis (como as do rosto) são normais? Tenho 17 anos.

    Na região dos pelos, é possível que apareça um tipo de espinha, isto pode acontecer na base do pênis ou no saco (região dos pelos). Nem sempre é uma DST, porém de todas as maneiras é importante estar atento, já que também pode ser uma infecção.

    Por isto é fundamental procurar um serviço de saúde para se ter informações sobre o que está acontecendo com o corpo, quais os cuidados, e as mudanças que ocorrem e para tirar dúvidas.

    Sempre lavo com sabão de lavar roupa o meu pênis e saco depois de ter uma transa anal com meu namorado para evitar DST, só por via das dúvidas. Será que funciona?

    Que as DST podem ser transmitidas através de uma relação sexual sem proteção, inclusive a relação anal, tanto para o "ativo" quanto para o "passivo" é um fato comprovado.

    E lavar os órgão genitais ou o ânus depois da relação para evitar a contaminação tem pouca eficácia pois é uma limpeza superficial, os fluidos corporais adentram o corpo e o sabão não irá produzir nenhum efeito aí. Quer algo que funcione? use camisinha.

    No serviço militar há gente de todo tipo e pode ter alguém contaminado com o vírus da AIDS, eu fico preocupado se um mosquito picar um soropositivo e depois me picar, eu pego AIDS?

    A AIDS é uma doença contagiosa mas não é transmitida através de picada de inseto, e ainda você pode usar a mesma toalha que outra pessoa usou que você não vai pegar AIDS. É uma DST que se pega principalmente hoje em dia através do sexo, uso comunitário de seringas e contato íntimo com fluidos corporais (sêmen e sangue).

    Sabe-se que a AIDS é uma doença que não tem cura mas isso não justifica os portadores do HIV tenham que ser excluídos da vida social.

    Quando peguei um "negócio" eu mostrei o meu "bilau" na farmácia e me tratei, será que resolvi mesmo meu problema?

    Algumas DST são simples de tratar mas procurar um farmacêutico não é suficiente, você deve procurar orientação médica.

    Um amigo me disse que "chato" não é DST e pra não ir ao médico e sim ir numa piscina. Será que os "chatos" morrem mesmo todos afogados?

    O "chato" é um tipo de piolho transmitido durante relações sexuais sim, mas se uma pessoa com "chato" ficar dentro da piscina por muito tempo vai conseguir acabar com os piolhos é puro boato.

    Ouvi dizer que usar duas camisinhas fica mais difícil pegar DST, isso é verdade?

    O uso de UMA camisinha é a única forma de proteção contra as DST e a AIDS, duas camisinhas não vão exceder a proteção que uma já estabelece. Pode ocorrer o contrário, a segunda camisinha vai deslisar sobre a primeira e sair durante o atrito da relação sexual e pode contaminar as mãos ao tocar a camisinha que saiu.

    Se o homem não ejacular não tem perigo do parceiro pegar AIDS?

    Todos os tipos de relações sexuais podem transmitir DST e AIDS, quer sejam hétero ou homossexuais. Todas as pessoas, homens e mulheres, correm o risco de se contaminar com as DST e AIDS. Se a mulher não tiver orgasmo ela não pega DST e AIDS é mentira, se o homem não ejacular não tem perigo de pegar DST e AIDS é mentira.

    Todas as pessoas estão expostas às DST e ao vírus da AIDS é uma realidade, independente da performance ou resultado sexual obtido pelas mesmas.

    Há algum tempo apareceu uma verruga no pênis do meu namorado. Quais são as possibilidades de ser uma DST?

    Verrugas no pênis geralmente são sinal de infecção pelo HPV (papilomavírus humano). Ele é responsável pelo condiloma ou "crista de galo", que são pequenas verrugas que aparecem na região da vagina e do pênis.

    O HPV é altamente transmissível e é necessária a remoção das lesões para diminuir as chances de transmissão. Ela é feita com procedimentos simples e sem risco, no próprio consultório do médico (dermatologista ou urologista).

    Mesmo depois do tratamento é preciso acompanhamento médico freqüente, pois as verrugas podem voltar. O uso de camisinha em todas as transas também ajuda a evitar a transmissão.

    Converse com seu namorado e peça para ele procurar um médico para examinar a verruga e descobrir qual a sua causa.

    Se eu fizer sexo oral no meu namorado posso me contaminar com o HIV mesmo que ele não ejacule?

    Pode sim! Se um cara faz sexo oral sem proteção no seu parceiro, ele está correndo riscos, mesmo que ele não ejacule. Aquele líquido que sai do pênis durante a penetração ou no sexo oral pode transmitir diversas doenças.

    Além do HIV, você corre risco de se contaminar com HPV, sífilis, gonorreia, hepatite B, entre outras doenças menos comuns.

    Por isso, tem que usar camisinha desde o começo da transa, inclusive no sexo oral. Nessas horas, preservativos sem lubrificantes ou com sabor podem ser uma boa opção.

    Tive relações sexuais com o meu namorado e não usei camisinha. Quais as possibilidades de eu ter me contaminado pelo HIV nessa relação?

    Sempre que você transar sem camisinha está correndo o risco de ser contaminado pelo HIV (vírus causador da Aids). Quando ocorre a penetração no ânus, seu pênis entra em contato com líquidos de lubrificação do reto e com o sangue em fissuras já existentes ou causadas pelo atrito, pra não falar de contaminações fecais.

    Se o seu parceiro estiver contaminado, vai existir vírus na região interna do ânus e pode haver contaminação. Além disso, você ainda está se expondo a outras doenças, como condiloma, gonorreia, sífilis, hepatite B e hepatite C. O risco da pessoa que faz a penetração se contaminar com o HIV é realmente menor do que a pessoa que é penetrada.

    Mas esse risco existe e não dá para bobear. Se você quiser ter certeza, procure um médico e faça o teste de HIV três meses depois da relação suspeita. E daqui para a frente não vá se esquecer: use camisinha sempre.
    Texto acima é de autoria e propriedade do Dr. Jairo Bouer e foi copiado do extinto site "Caliente"

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