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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Vivendo a vida louca

VIVENDO A VIDA LOUCA

Hoje, quase 7 horas da noite, acabou a reforma aqui em casa. Foi uma semana inteira de poeira e barulho, mas valeu a pena, ficou do jeito que eu queria. Pena que o pedreiro e o ajudante de pedreiro foram indicados pela minha irmã, o que foi um impedimento para eu tentar conseguir um boquete ou uma foda.

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Não foi o caso de um pedreiro que veio fazer um serviço na casa do bairro de Nova Campinas, o bairro onde fica o Shopping Iguatemi. Isso aconteceu acho que em 1978 ou 1979, quanto tempo! Eu tinha um amigo gay que me convidou para morar numa casa que ele tinha alugado, mas se sentia muito sozinho, além do que ele antes morava com a família e não estava acostumado a viver sem companhia.

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O relevo do bairro Nova Campinas é acidentado, quero dizer, há uma acentuada diferença de nível entre as casas da rua, de modo que a casa vizinha tinha um jardim e a água da chuva infiltrava na parede da nossa casa. A água acabava passando a parede e acarretou a necessidade da gente chamar um pedreiro para fazer o conserto.

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Nós dois trabalhávamos em banco com jornada de duração de 6 horas, só que o meu horário de trabalho era diferente do que o Newton fazia (Newton era o meu amigo gay, não era meu caso, era amigo). Por esta razão tivemos que combinar em qual horário o pedreiro viria, e como eu fazia o curso de engenharia eu aceitei que o pedreiro viesse fazer o serviço quanto eu estivesse em casa.

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Não vou negar, eu desde o começo tive a intenção de tentar fazer sexo com o pedreiro, antes mesmo de conhecê-lo. Quando o Newton fez o pedreiro entrar pelo portão da casa, aí é que eu fiquei mais motivado em "atacá-lo". Ele era branco, louro, baixinho, magro, e, principalmente, não tinha ideia que tinha viado na casa! E você sabe: "Viado do lado, perigo dobrado".

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Tem aquele negócio de ficar por perto do pedreiro para orientar, dar água e café, perguntar se precisa de algo e por ai vai. Nisso ele ficou mais à vontade comigo, porém eu comecei a insinuar que ele poderia ganhar algum dinheiro me mostrando o pau dele. Pensei que ele ia abandonar o serviço e ainda se queixar com o Newton.

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O Newton ia ficar chateado com a minha atitude, e ficar sem arrumar a infiltração. O pedreiro disse "Não faço isso!" no primeiro dia, mas no segundo, depois de pensar como o dinheiro é solução, topou e b abaixou a calça e a cueca. Decepção total. O pinto dele era muito pequeno, não era nem mesmo proporcional ao biotipo dele. Eu paguei e não fiz nada mais. Nem se eu tivesse um binóculo em casa.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Mijadas



Eu levei uma mijada na cara. Aconteceu a uns 10 anos mais ou menos numa rua escura próximo da minha casa e quem mijou na minha cara foi um motorista de táxi. Uma noite de verão eu decidi ir a uma boite no centro de Belo Horizonte e passei a madrugada bebendo cerveja e dançando muito. 











Lá pelas quatro da madrugada eu já estava de pilequinho (uma forma delicada de dizer bêbado) e pronto pra ir pra casa. Mas a bebida me tira o sono e eu pensei em ir para um bar próximo da minha casa que eu sabia que ficava aberto a noite toda. Quando saí da boite eu pensei "não vou conseguir pegar um táxi" mas eu me enganei, tinha um e eu entrei nele.












O motorista era um cara alto, magro, moreno sem barba nem bigode, simpático. Ele nem precisava me ver pra saber que eu era um viado mesmo porque a boite é gay, viado é o que não falta. Disse boa noite e pedi a ele pra me levar na avenida de nome e sobrenome mas quando chegou no meio do caminho eu já tinha cantado ele, até cheguei a colocar a mão na perna dele.












Eu disse a ele que estava a fim de algo mas ele disse que precisava trabalhar. Ele me perguntou se eu não queria tomar whisky e eu disse que não, meu negócio era só cerveja. Ele disse que tudo bem mas eu deveria ir a um bar que ele conhecia que também tinha cerveja lá. Topei. Só que ele parou antes na entrada de uma favela e parou num lugar que vendia cocaína.












Ele pagou pro cara e eu nunca tinha passado por uma situação desse tipo, fiquei mais curioso que com medo já que ele e o traficante se trataram como velhos conhecidos. Saímos da favela e ele parou no bar que queria que eu conhecesse. Sentei na mesa na calçada e ele entrou no banheiro pra cheirar. Depois ele voltou e tomou duas doses de whisky e eu uns três chopps. Fomos embora, depois que eu paguei a conta.












Dei o endereço da minha casa e fomos conversando. Não sei o que me deu e eu falei pra ele que eu gostaria que ele mijasse na minha cara com a sua urina com sinais de cocaína (pelo menos na hora eu pensei que a cocaína fosse expelida pela urina). Como a minha rua tem eventual movimento de tráfego eu disse para ele parar numa rua próxima que eu sabia que ficava vazia à noite. Chegando lá ele parou o carro e nós dois descemos.












Ele ficou em pé ao lado da porta do motorista e eu dei a volta e me ajoelhei no chão na frente ele. Ele tirou o pinto pra fora e mijou na minha cara, aproveitei pra beber um pouco. Então ele movimentou o pau pros lados e pra cima e pra baixo e molhou minha cara, minha camisa, minha calça. Quando acabou a mijada o taxista recebeu o dinheiro da viagem e partiu. Eu fui pra casa, nesta noite quente, todo ensopado e cheirando mijo de homem.

domingo, 23 de setembro de 2012

Poesia boa pra caralho


POESIA BOA PRA CARALHO

WALT WHITMAN - A TERRÍVEL DÚVIDA DAS APARÊNCIAS

Da terrível dúvida das aparências,
da incerteza afinal de que possamos estar iludidos,
de que talvez a confiança e a esperança
não sejam afinal senão especulações,
de que talvez a identidade para além do túmulo
seja apenas uma linda fábula,
de que talvez as coisas que observo,
os animais, plantas, homens, colinas,
águas brilhantes a fluir,
o céu do dia e da noite, cores, densidades, formas,
talvez tudo seja (como sem dúvida é)
apenas aparições, e a coisa real
ainda esteja por conhecer
(quão frequentemente se desligam de si mesmas
como se para me confundir e zombar de mim!
Quão frequentemente penso que não sei
nem homem nenhum sabe nada a respeito delas),
talvez me parecendo aquilo que são
(como sem dúvida parecem) no meu presente ponto
de vista e podendo revelar-se depois (como naturalmente poderiam)
como não sendo nada daquilo que parecem,
ou nada enfim, a partir de pontos de vista
totalmente diferentes;
para mim essas e outras questões semelhantes
são de algum modo respondidas pelos meus amantes,
meus queridos amigos,
quando aquele que eu amo viaja comigo
ou se senta segurando longamente minha mão,
quando o ar sutil, o impalpável, o sentido
que as palavras e a razão não detêm,
nos cercam e nos perpassam,
então me sinto invadir por uma sabedoria indizível
inaudita, e fico em silêncio, e não me falta mais nada,
não posso resolver a questão das aparências
ou a da identidade para além do túmulo,
mas caminho ou me sento, indiferente,
e estou satisfeito;
ele, a segurar minha mão, me satisfez completamente.























LEGIÃO URBANA - O MUNDO ANDA TÃO COMPLICADO

Gosto de ver você dormir
Que nem criança com a boca aberta
O telefone chega sexta-feira
Aperto o passo por causa da garoa
Me empresta um par de meias
A gente chega na sessão das dez
Hoje eu acordo ao meio-dia
Amanhã é a sua vez
Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você.
Temos que consertar o despertador
E separar todas as ferramentas
Que a mudança grande chegou
Com o fogão e a geladeira e a televisão
Não precisamos dormir no chão
Até que é bom, mas a cama chegou na terça
E na quinta chegou o som.
Sempre faço mil coisas ao mesmo tempo
E até que é fácil acostumar-se com meu jeito
Agora que temos nossa casa
é a chave que sempre esqueço.
Vamos chamar nossos amigos
A gente faz uma feijoada
Esquece um pouco do trabalho
E fica de bate-papo
Temos a semana inteira pela frente
Você me conta como foi seu dia
E a gente diz um pro outro:
- Estou com sono, vamos dormir!
Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você.
Quero ouvir uma canção de amor
Que fale da minha situação
De quem deixou a segurança de seu mundo
Por amor.





















UM SIM ME FEZ TÊ-LO

O autor desta poesia, originalmente em inglês, a postou anonimamente em EROTIC GAY POETRY

Para ser honesto, foram os olhos que me conquistaram,
penetrando-me até à alma...
É verdade, o restante dele parecia muito bem, até por demasiado
Cabelo escuro encaracolado, lábios voluptuosos, queixo forte,
Sobrancelhas grossas acima daqueles olhos sonhadores...
E o leve sorriso quando ele percebeu
Que eu não conseguia tirar os olhos de cima dele.
Estava no meio da tarde, ainda teríamos horas
para passarmos antes de pararmos para jantar.
Agora o calor só esquenta enquanto eu sirvo cerveja pra ele,
E me ajoelho para beijar-lhe as coxas e os pés.
Ele já estava com pau duro quando eu tirei o cinto,
Abri o zíper da bermuda e a empurrei pra baixo,
Vi a marca do bronzeado definindo a linha do quadril...
Suas mãos passando no meu cabelo,
Seu peito peludo era uma resposta às minhas orações.
Chupei primeiro um mamilo e depois o outro,
Redondos e duros contra a minha língua,
Suas mãos tocando o meu rosto,
Eu não sabia se eu me sentia forte ou fraco,
O desejo minando toda a minha força.
Levando-me a submeter a todos os seus caprichos,
No momento em que ele me empurra sobre os lençóis,
Para fazer as minhas coxas um lugar santo para o sacrifício.
Eu ansiava por satisfazer ao seu desejo,
Com lábios semiabertos eu senti ele levantar minhas pernas
Renunciei a toda a resistência enquanto ele obtinha o seu prazer,
Bateu na porta e encontrou o paraíso escuro,
Empurrado tão profundo que me fez chorar de uma dor feliz,
Penetrando na esperança de obter a sua libertação,
Até que sussurrou enquanto plantava sua semente,
Essência cedendo à essência,
Senti o retesamento dos seus quadris e o deixei gozar, por sua vez,
União pura, mas breve, por ora é tudo que eu sei do amor.
























FERNANDO PESSOA - PERSIGA UM SONHO, MAS NÃO DEIXE ELE VIVER SOZINHO

Persiga um sonho, mas não deixe ele viver sozinho.
Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades,
mas não enlouqueça por elas.
Procure, sempre procure o fim de uma história,
seja ela qual for.
Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso.
Acelere seus pensamentos,
mas não permita que eles te consumam.
Olhe para o lado, alguém precisa de você.
Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.
Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os.
Procure os seus caminhos,
mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz,
revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se achá-lo, segure-o!