domingo, 30 de dezembro de 2012

Leitando


Fim do ano chegando e meu ex-namorado veio do interior para a capital e resolveu ficar desde o Natal aqui na minha casa. Sim, eu me dou bem com meu ex-namorado, também geralmente me dou bem com todo mundo, evidentemente que não sou um santo e há algumas exceções.


Se você não quer ouvir bem frequentemente umas verdades inconvenientes nunca fique perto de seu ex-namorado e jamais, decididamente, mais do que 5 minutos. Mesmo que sejamos agora apenas bons amigos fica uma nódoa de intimidade misturada com crueldade, tanto de "A" para "B", quanto de "B" para "A". 


Não, eu não estou falando mal ou reclamando do meu ex-namorado! Mas preste atenção ao que ele me disse no "breakfast" de hoje. Ele me contou que na noite de sábado (ontem) ele telefonou para um conhecido dele (conhecido dele, não meu!) e combinou que os dois, mais a vítima aqui, vamos passar o Revéillon todos juntos.


Eu quase me sufoquei com meu Toddy e meus biscoitos integrais mas sobrevivi para dizer ao meu ex que eu não entendi bem o que ele disse. Fiz mal, muito mal porque provoquei a repetição de ouvir  o insólito e abominável destino a mim reservado. Como agora sou ex e não tenho mais aquela incorporação de Madre Teresa de Calcutá, o que me autorizou dizer que eu não ia nem morta.


Embora eu já conhecesse pessoalmente a bicha que ele convidou para passarmos a três o Revéillon, nunca dei maiores liberdades à figura elencada. Não se trata de eu ser orgulhoso ou esnobe, trata-se de que eu gosto de me relacionar com pessoas que acrescentem um mínimo denominador comum à minha vida. Em frações e restos eu não estou interessado. 


Expressei meu pleno, total e convicto desinteresse quanto a inesperada tortura e meu ex-namorado desenterrou da sua caixa de Pandora a seguinte tirada. "O Ed frequenta a mesma sauna que você tanto gosta, aquela sauna que só vai gay velho. Por que não quer a companhia dele agora?" Duas provocações numa frase só, contudo eu decidi, como Scarlet O'Hara, não me entregar facilmente às adversidades.

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"Eu sou um gay velho e eu nunca fico perto do Ed", respondi à sangue frio, tão geladamente que merecia Capote ter visto, porém não foi o bastante para enterrar o assunto. "Não, eu não disse que VOCÊ é velho, eu disse que lá só vai gay velho", mas essa réplica do meu ex não me convenceu, de modo que desisti de comer outros biscoitos integrais.


É incrível como um desastre prenuncia outro pior que o antecessor, contudo eu queria parar definitivamente com essa brincadeira de Batalha Naval. "Eu vou na sauna por diversos motivos mas eu sei que não vou lá em busca de quantidade, e sim de qualidade, deve ser por esse motivo que nunca me aproximei do Ed."


Acabamos nos entendendo, ou seja, seria um Revéillon à dois (ele e o Ed). Gosto muito do meu ex mas não quero mais ser o par preferido dele. Um cara na Cam me perguntou se eu estava sozinho e eu disse que não, meu ex-namorado estava em casa, foi o bastante para o cara desligar a Cam. Nada perturba mais os possíveis pretendentes, mesmo que estes sejam só para sexo, que a sombra de um ex por perto da gente.


Eu somatizo os aborrecimentos como resultado de minha opção em não querer demonstrar "reação patológica" perante as idiossincrasias destas almas penadas em pleno gozo de seu papel de nos assustar e intimidar, de modo que a discussão do "breakfast" foi o suficiente para causar um surto de Herpes labial em mim. 


No sábado à tarde perguntei ao meu ex se ele queria ir comigo a um shopping center, não para fazer compras, mas para ver os "machos". Ele até topou ir mas inacreditavelmente ressuscitou a dona-de-casa desesperada que sempre houve nele. Ele se armou da sacola de compras e pendurou no ombro.


Eu insisti em que o plano era fazer um "promenade" gay, portanto era imprescindível estarmos com as asas bem soltas e esvoaçantes durante nossa peregrinação pelos corredores e lojas, mas foi em vão, ele insistia em levar a sacola de compras. Será que algum cara vai querer aproximar-se, acho que não, e foi o que aconteceu. 

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Depois de umas voltas pelo shopping eu encarei a realidade, os outros gays não estavam interessados em nós, ou melhor, em mim já que meu ex estava olhando só para outro tipo de "mercadoria". Me deu vontade de ir ao banheiro do segundo piso, eu e ele entramos no banheiro e eu fiquei lavando as mãos (sou do signo de Virgem, gosto de limpeza!) e por isso não fomos no mictório juntos.


Quando terminei de lavar as mãos meu ex já estava voltando, enquanto ele lavava as mãos eu caminhei para os mictórios, aquelas peças de louça branca afixadas na parede. Embora haja uma separação de mármore, com pouco esforço é possível sem muitos artifícios, olhar os pintos ao lado. Foi o que fiz já que me direcionar ao terceiro mictório eu notei que havia no primeiro mictório um cara mijando.


Enquanto eu estava mijando, me lembrei de que um leitor do Beaga24 disse que gostava de ver caras mijando, o que justificou eu dar uma olhada no cara do primeiro mictório. Ele já tinha mijado e estava com as duas mãos apoiadas nas peças de mármore que faziam a separação do seu espaço e seu pinto estava à mostra, sim, a intenção dele indubitavelmente era de expor o seu "material".


Eu olhei para o pau dele enquanto eu fingia continuar mijando (algo desnecessário, não acha?) e era reto e grosso. Ele olhou para mim e viu que eu estava olhando, o que ele não viu foram os meus pensamentos. Eu estava pensando em passar para o segundo mictório para ficar ao lado dele e aproveitar o ensejo para pegar na pica dele.


Chupar o pau dele era inviável, mas dar uma segurada, umas balançadas e até bater uma punheta nele eram opções recomendáveis. Ele parecia enviar a comunicação tipo venha logo mas o meu ex-namorado estava por perto, eu embora não tenha mais comprometimento com meu ex, eu tenho respeito.


Desistir seria imoral, mas era o mais prudente, eu não queria que meu ex visse eu "caçando" e prover motivos futuros para ele dizer suas  prolixas "verdades inconvenientes". Desistir de apreciar um "jeux de téte a téte" tão fácil em outra ocasião poderia ter feito eu me sentir acabado, mas infelizmente era inevitável que acontecesse assim dado o contexto no qual o meu presente atrasado de Natal chegou.

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Acabei de fingir que mijava, fechei o zíper, me vesti de dignidade e fui para a bancada lavar as mãos. O cara que estava no primeiro mictório passou por mim e esbarrou no meu ombro antes de parar na pia para lavar suas mãos. Eu olhei para ele e disse um desculpe, embora não fui eu que trombei com ele. Ele sorriu e talvez esperasse que eu conversasse, ao invés disse viu um W.O. 


W. O. (do inglês, walkover) é a situação em que um dos contendentes não está pronto para jogar por se ausentar ou não estar em condições. O Shopping Itaú, me perdoe a indiscrição, é bem conhecido no meio gay. Ou talvez seria mais acertado dizer que os BANHEIROS do Shopping Itaú são bem conhecidos no meio gay. A pegação acontece mesmo.


Principalmente à noite os banheiros do Shopping Itaú tornam-se lugar de "pegação", acredito eu devido à proximidade da "Rua 3", que é a primeira rua à direita de quem vai do Shopping Itaú para a Praça da Cemig. Em novembro eu fiz a postagem RUA DA PEGAÇÃO contando o que acontece nessa rua. Enfim, o sexo fácil acontece também nos banheiros deste shopping, 7 dias por semana, 365 dias do ano, quem viver verá.


Bom, demos mais uma volta e eu aborrecido acabei por cometer um crime que eu acredito estar escrito nas estrelas para a maioria dos viados mal compreendidos e insatisfeitos. Na parte de fora do shopping, em frente ao amplo estacionamento, há alguns quiosques destinados à alimentação rápida. Um deles vende acarajé. Pois bem, parei ai para pagar meu carma.


Sou vegetariano e, em decorrência, não usufruo de corpos de animais para a minha alimentação. Mas meu desatino por falta de homem era tão entorpecedor que eu pedi dois acarajés com bastante pimenta para a "baiana" do quiosque. Se meu cú não vai arder por causa de uma pica deslizante então vai arder por conta da pimenta do acarajé. É o que na psicologia na chama-se deslocamento. 


Vou passar o Revéillon em casa, vendo televisão, os tais fogos de artifício da Praia de Copacabana, com grande probabilidade de eu já estar bem alcoolizado, portanto, também pegando fogo e fazendo bastante barulho. "So much ado for nothing".  Espero não cair na esparrela de me contaminar com essa epidemia de listar promessas para o ano novo já que as promessas anteriores não foram cumpridas.

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Prometi ano passado de emagrecer, bom, até que emagreci, estou com 64 quilogramas, pra os meus 1 m 66 cm está confortável. Então não é exatamente uma promessa não cumprida. Voltei na semana passada à academia de ginástica da faculdade onde completei o curso de Administração e a atendente disse que a academia só volta a funcionar em fevereiro de 2013. Lá será um dos meus esconderijos de estimação.


Certamente devo prometer a mim mesmo, para o meu bem e dos leitores do BEAGA24, a decorar as normas da nova ortografia da língua portuguesa. Sim, meus caros, essa parafernália inteligível de novas regras, instituída pelo acordo entre o Brasil e Portugal, vai ter que ser por mim digerida, deveria mais ser excretada. Para me comunicar bem em língua portuguesa, sim, essa promessa tem que ser cumprida.


Uma promessa que farei, certamente, será a de aprender a dirigir motocicleta, uma vez que em julho vou receber do consórcio a minha Honda. Faz quase 5 anos que venho pagando e em novembro fui sorteado, faltando menos de 1 ano para terminar de pagar. O banco me ligou comunicando que fui sorteado. Nunca passei tanta raiva na minha vida.


Se eu tivesse sido sorteado no primeiro, no segundo, no terceiro anos, tudo bem, mas agora às portas de quitar a moto, que coragem! Muito facilmente eu cometeria um homicídio bancário se o funcionário do banco me comunicasse a contemplação pessoalmente, ainda bem que foi um aviso no meu smartphone. Eu liguei para o banco e disse que eu não quero receber o bem. Isso foi em novembro.


Agora em dezembro o funcionário do banco me ligou para dizer que eu fui novamente sorteado e posso ir lá buscar meu bem. Eu disse a ele que não quero. Muito provavelmente ele vai ligar em janeiro, fevereiro etc para dizer que fui sorteado novamente. Vai pra puta que o pariu, já disse que não quero, some, desaparece, xô!


Vou esperar, primeiro, fazer a autoescola para aprender a dirigir motocicleta. Segundo, juntar dinheiro para pagar o seguro da motocicleta, que não é nada barato já que eu nunca dirigi motocicleta. Terceiro, tenho que comprar toda a indumentária, se possível, bem "fashion", tais como um lindo capacete, um lindo par de botas, um lindo blusão, e outros milhares de lindos isto e aquilo porque quero arrasar quem me vir passando de moto.

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Outra promessa útil e necessária é arrumar um marido. Não que eu esteja desesperadamente carente, nada disso. Depois de um relacionamento, casamento melhor dizendo, de 7 anos, eu sei o valor que tem um companheiro de vida. Por outro lado arrumar um marido significará adotar uma vida monogâmica. Aviso aos navegantes, aproveitem que eu estou poligâmico agora.


Outra promessa, ou algo parecido, que quero cumprir é passear mais nestes litorais do Oceano Atlântico. Ainda não conheço o Nordeste, não é algo completamente reprovável? E a cidade de Paraty e suas cercanias, não é algo completamente indesculpável não ter conhecido ainda? Me desculpem os gays dos demais lugares litorâneos que ainda não estou acrescentando à minha lista de paraísos à visitar.


Eu quero melhorar o meu conhecimento da língua inglesa e francesa. Não tenho sido disciplinado no estudo, acho mais porque não tenho com quem praticar a conversação. Sou autodidata, ou pão-duro já que não me inscrevo numa escola de línguas. Você acredita que eu geralmente aprendo a correta (será?) pronúncia das palavras no Google Translate? Sabe aquele ícone de microfone, pois é, eu aciono ele e em seguida recebo a minha "aula". 


Num momento de clarividência que eu tive eu fui informado que não devo mais participar de festa de Natal na casa dos familiares do meu ex-namorado. Isto significa que aquela quantia que eu reservo todo mês, desde janeiro de cada ano, para avolumar-se de forma que permita comprar "n" presentes, não vai ser mais preciso. Não vou dar presente a ninguém da família do meu ex, estou pensando mesmo em nem participar das festas com eles.


E por último, mas não menos importante, quero "SER" mais. Que cada dia de minha vida seja para eu SER uma pessoa melhor, e que o TER, esse desejo de consumo de ter cada vez mais, vá diminuindo até chegar à sua verdadeira dimensão em minha vida. Chega de adquirir tanta tralha, por exemplo, chega de trocar de celular toda vez que lançam um novo modelo. Um abraço.


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Mande um cartão de Natal



Envie uma mensagem natalina repleta de sentimentos vindos do seu coração para quem você gosta. É possível enviar online, você tem aqui algumas dicas de alguns sites. Aproveito para desejar a você um FELIZ NATAL!


GO GAY CARDS

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CIRCA-CLUB

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OUT GREETINGS

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GAY-CARDS

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BEAGA24 DESEJA-LHE UM FELIZ NATAL



sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Casa do Caralho


CASA DO CARALHO

A preferência nacional no Brasil é a bunda. Há uma fixação erótica na bunda, feminina ou masculina, algo equivalente ao que é o popularmente presumido gosto por seios avantajados nos Estados Unidos da América. Nós gays do Brasil valorizamos a bunda masculina, tanto em passivos quanto em ativos.





Um gay com pouca bunda tem comprometido o efeito geral sobre o seu parceiro sexual. Isto é uma avaliação sobre o formato, porém há homens bom uma bunda "normal", ou seja, aceitável aos olhos, mas que não tem firmeza ou é prejudicada por flacidez ou estrias.





A bunda masculina é inegavelmente uma parte do corpo que chama a atenção... ...e desperta o desejo. Ainda mais sendo a bunda o "esconderijo" do cú. Depois de olhar a bunda o passo seguinte vem ser imaginar como seria o cú daquele homem. Peludo? Rosado? Cheiroso? Pelos encaracolados? Apertadinho?





Uma bunda apetitosa aos olhos provavelmente será apetitosa para os dedos e para a boca. Ter um cú para tocar e lamber é privilégio de caras que tem "pegada", que "mandam bem", que são destemidos, arrojados, decididos, safados em suas atitudes em relação ao parceiro sexual.





O cú é apenas mais um dos orifícios do corpo. A boca é um orifício, o cú é um orifício. Porque beija-se o orifício da boca e rejeita-se beijar o orifício do cú? Acredito que não deve ser convidativo e agradável beijar uma boca malcuidada, igualmente não o é beijar um cú malcuidado.





Um cú novo, virgem ou pouco fudido, nem sempre significa um cú bonito. Tem caras com corpos bombados e podem ou não ter cú bonitos. Não há relação de beleza física geral (rosto, peitoral, abdômen, bíceps...) e a beleza do cú. Só abrindo o rego da bunda e vendo o cú do cara para certificar se ele tem um cú bonito ou não.





Uma agradável surpresa é constatar que nosso parceiro sexual tem um cú bonito, mesmo ele não sendo passivo. Alguns homens gostam de ter o seu cú tocado e beijado, mas não aceitam ser penetrados, por dedo ou por um pau. É uma região do corpo cheio de terminações nervosas, todo homem sente prazer no cú. Não quer dizer que aceitam expô-los ou "usá-los".






Eu particularmente gosto de ter meu cú lambido e de que penetrem um caralho no meu cú, contudo não aprecio dedadas. O "fisting" então é algo impensável para mim bem como a massagem da próstata. Eu comecei minha vida sexual gay sendo ativo e posteriormente passei a ser versátil. Pena que na época que eu comecei a dar o cú não era usual usar gel lubrificantes, você sabe, o cú não tem lubrificação própria.





Recomenda-se a quem quiser dar a bunda passar gel lubrificante no cú a fim de resguardar-se de infringir algum dano ou prejuízo "visual". É muito gostosa a sensação de um pau no cú mas é sensato querer preservar a saúde do buraco. Numa próxima transa o aspecto do cú, que foi arregaçado, pode não ser dos melhores.





Eu quando sou ativo gosto de ver como é o cú do cara, antes de mais anda. Quero saber como é. A situação do cú pode nos falar algo sobre a "quilometragem" do cara. Se o cara diz que não costuma dar e tem o cú todo fudido, o que ele fala não vai checar com os fatos. Como você percebe, nem sempre se pode acreditar em tudo o que a gente ouve. Tem que ver pra crer.