sexta-feira, 4 de março de 2011

China surpreendente

A empreiteira chinesa "Broad" construiu o Hotel Ark de 15 andares em Changsha, na província de Hunan, em apenas 6 dias, exceptuando-se desta contagem o tempo gasto para fazer as fundações. Se no Brasil o Governo ou os empresários da construção civil tivessem a mesma competência será que a falta de moradias para a população de baixa renda seria reduzida?


É, na minha opinião, uma atitude preconceituosa e até de despeito ouvir que os produtos chineses são cópias piratas ruins. Pode ser que alguns sejam, mas são gente trabalhadora e que transformaram um país que a uma década atrás era tão subdesenvolvido como o Brasil, na 2a. economia mundial em 2011. Tudo bem, os trabalhadores não tem os mesmos direitos que no Brasil etc etc etc mas isso não tira o mérito da China surpreender o mundo, com o seu trabalho.


A questão da moradia no Brasil é um sofrimento para muitas pessoas, principalmente as que tem que pagar aluguel ou que moram em áreas invadidas, bem como as que por algum motivo legal não tem a escritura do seu imóvel. O histórico abandono das famílias que tem que morar em áreas prejudicadas, pela natureza ou por ausência de facilidades urbanas, tem que ser revertido, por uma questão de justiça social.


Foi anunciado recentemente em Belo Horizonte que o governo (local, estadual e federal) vão retirar os invasores das áreas marginais do Anel Rodoviário. São 26,5 quilômetros de extensão, cortando as regiões oeste, noroeste e nordeste da capital, sendo que em vários trechos as favelas estão quase encima da pista. Um perigo, o movimento na rodovia é intenso e a velocidade praticada alta. 100 mil veículos por dia, ufa, é muita coisa...


No projeto da qualificação do Anel Rodoviário teve que incluir, por ordem do Ministério Público, o reassentamento das famílias invasoras do terreno do DNIT. O Anel Rodoviário é na verdade as pistas da BR-262, BR-381 e BR-40. Ainda bem que quem não pensou nestas famílias teve que ser obrigada a pensar! Parte dos 650 milhões de reais (se ficar nisto, já li que pode chegar a 800) que se prevê gastar na obra vai para beneficiar as pessoas que moram muito mal ao lado do Anel. Pode ser que alguém até goste de morar em favela na proximidade da pista, mas que mora mal, mora!


Espero que na sua nova moradia tenham uma vida com mais qualidade. Há um projeto urbanístico que prevê que as famílias invasoras de terrenos do DNIT passariam a morar no trecho do Anel Rodoviário denominado "Via da Morada", que fica na região Nordeste de Belo Horizonte, saída para Vitória/ES. Falando nesse projeto, o trecho central do Anel Rodoviário deverá ser priorizado para a ocupação de hospitais, shoppings, hotéis.

Esse trecho ficou no projeto denominado de "Via Metropolitana". O terceiro e último trecho do Anel Rodoviário ficou denominado "Via do Encontro", situado na parte mais montanhosa da saída para o Rio de Janeiro e Ouro Preto, sendo destinada a atividades de lazer e megaeventos como os de festas rave, carnavel e axé. Se isso realmente vier a se tornar realidade, ou pelo menos parte, será ótimo.



Um comentário:

  1. com a mentalidade de nossos políticos vai ser difícil o povo sair da miseria

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