terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Gay Kinky

Kinky é uma palavra inglesa usada para as várias práticas sexuais consideradas não comuns e não convencionais. Em português a palavra é traduzida por bizarro, excêntrico, estranho, esquisito, pervertido. Compreende-se então que a ideia contida no sexo kinky é sempre a de práticas que vão do lúdico à parafilia. Lúdico = relativo a jogos e a brinquedos. Parafilia = diz respeito a comportamentos sexuais intensos e que são considerados na psicologia serem trastorno sexuais. São meios que certas pessoas usam para conseguir ficarem excitadas e chegarem ao orgasmo.


No meio gay brasileiro o sexo kinky não é muito difundido ou praticado, mas na Europa e Estados Unidos está disseminado. Existem muitos filmes pornográticos americanos para o público gay com sexo kinky. Você já deve ter visto alguma cena de um cara pisando na cara do outro, ou um cara lambendo a bota do outro, enfim, cenas contendo fetiche. Fetiche = uma espécie de obcessão por alguma coisa, uma situação, pessoa, ou parte da pessoa que exerce sobre a pessoa uma atração ou feitiço incontrolável que dá origem a um prazer intenso.


Tanto em gays como em heterossexuais o sexo kinky tem a ver com o uso das fantasias para a excitação erótica sendo que estas fantasias lúdicas ou parafílias podem ocorrer apenas episodicamente, por exemplo certo dia você foi para uma foda com um cara que quer um sexo mais apimentado, ou o sexo kinky pode ser recorrente, por exemplo um cara sempre precisa de sexo bizarro para funcionar sexualmente. Caras pisando no outro e lambendo a bota do outro, geralmente são filmes de Hollywood com caras usando roupas e máscaras de couro, neste caso é comum o sexo kinky ocorrer por meio de masoquismo e sadismo sexual.


O gay que escolhe a prática do sexo kinky pode gostar de mijar no outro cara, ou ser mijado por ele. Pode gostar de inserir objetos no ânus ou no meato (furo) do pênis, no seu ânus/pênis ou no ânus/pênis do outro. Pode gostar de aplicar choques no cú ou no bilau, seu ou do outro. 


Pode gostar de causas sofrimento ou humilhação no outro (Sadismo sexual) ou receber sofrimento ou humilhação (Masoquismo sexual), seja por meio de palavras ou de violência de fato (preferência mais comum de acontecer). Nos filmes gays de Hollywood onde há o sexo kinky podem ser exibidas cenas onde acontece o domínio de um cara sobre o outro através dos atos de sujar, atar, vendar, dar palmadas, espancar, chicotear, beliscar, bater, mandar rastejar, queimar, administrar choques elétricos, estuprar, cortar.


Querendo ou não querendo é normal que aconteça na masturbação (sozinho ou com parceiro) ou na foda algum tipo de dor ou sofrimento, porém quando o sofrimento é fora do comum ai já é um sexo kinky acontecendo. Quem gosta de sentir sofrimento numa relação sexual de forma recorrente é chamado de masoquista sexual. Os atos masoquistas podem conter sujeição (perda de liberdade), colocação de vendas, palmadas, espancamento, açoitamento, choques elétricos, ser cortado, perfurado, humilhado ou ser submetido a abuso verbal.


Uma forma perigosa de masoquismo sexual é a exitação sexual pela privação de oxigênio (ser sufocado com saco plástico na cabeça). O cara que gosta de masoquismo sexual tende a escolher um certo tipo, ou um elenco de tipos de sofrimento, e no sexo gay kinky é comum o cara ficar repetindo esses atos masoquistas sem ter que aumentar a sua intensidade ou periculosidade.


As práticas sexuais desviantes, portanto, vão desde comportamentos sexuais bizarros até os comportamentos sexuais perversos. Uma coisa recomendável é que o sexo gay kinky seja realizado a partir de dois princípios básicos: os parceiros devem estar informados sobre os riscos envolvidos e até onde estes riscos podem chegar; os parceiros devem dar o consentimento para a realização do sexo gay kinky.



Resolvidas estas questões sobre segurança e consenso este tipo de sexo alternativo pode se desenvolver de forma sadia, isto é, não passar de lúdica para pervertida. É verdade que nada na vida é 100%, porém na vida há coisas MENOS seguras e consensuais e MAIS seguras e consensuais, provavelmente no sexo gay kinky deve-se preferir a segunda possibilidade.

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