segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Zoológico de Belo Horizonte - Parte 2

Gostaria de ter visitado os 1 milhão e oitocentos mil metros quadrados da Fundação Zoobotânica, mas como se sabe isso é difícil de acontecer de uma ida apenas. Praticamente só visitei parte do zoológico e o aquário. Ficaram para ser vistos futuramente o Jardim Botânico, onde está inclusive um belíssimo jardim japonês (criado recentemente em homenagem aos imigrantes japoneses) e o Parque Ecológico da Pampulha.


O zoológico fica aberto de terça a domingo, inclusive feriados, das 8h30 às 16h, sendo que é cobrada na portaria R$2,00 (preço de novembro/2010) mas crianças menores de 7 anos e pessoas acima com 65 anos ou mais não pagam. Observar que o zoológico não permite entrada de crianças menores de 14 anos desacompanhadas. O telefone para informações são o 0 ** 31 3277-7100 e o e-mail é fzbascom@pbh.gov.br. Você pode saber mais em www.pbh.gov.br/zoobotanica.


Se você for de carro, ônibus, taxi ou bicicleta saiba que há duas portarias, uma na Pampulha e outra no (bairro) Serrano. A entrada do zoológico na Pampulha fica na Avenida Otacílio Negrão de Lima, 8000. Esta avenida é aquela que fz o contorno da Lagoa da Pampulha, mas, detalhe, neste trecho a lagoa foi preenchida com terra e a avenida passa beirando essa parte seca, que na verdade se transformou no Parque Ecológico da Pampulha. Não tente ir andando pelo contorno da Lagoa da Pampulha porque a avenida faz muitas curvas e você vai andar mui-iiiiiii-to se parar o carro ou descer de ônibus longe do número 8.000.


Eu e meu namorado fomos de ônibus, era mais fácil para nós. Se você for de carro pode estacionar dentro do zoológico. Pode pegar um taxi e o taxista vai te deixar dentro do zoológico, peça para ele parar próximo à recepção, ok? Não é permitido entrar de bicicleta, patins, skates no zoológico. Não há bicicletário no portão de entrada, achei isso um absurdo porque quem ama a natureza, digo, algumas pessoas que amam a natureza, podem querer ir pedalando e ai chega lá não tem onde amarrar a bicicleta. Como as portarias ficam em lugares sem muita segurança (na rua), então acho arriscado amarrar a bicicleta por ai.


O bom do zoológico é que não é proibido pisar na grama, ao contrário, como tem muita área verde, você pode pisar no gramado, deitar e descançar nele, ficar contemplando a natureza e... vendo os bofes passar ha ha ha. Se bem que os "bofes" que vi estavam com mulher e filhos na maioria, afinal é um ambiente familiar, não é mesmo? Tentei entrar na lanchonete mas a fila de pagar era imensa, desisti. Fui então para o restaurante, uma construção circular com várias lojinhas de comida no entorno. Lá estava fácil de ficar mas, embora sirva um tropeiro muito dos caprichados, não comi nada. Vendem cerveja em lata, também não comprei. Queria eu e meu companheiro é perder peso, pode?


Quando estávamos já para ir embora a fome tava gritando, passamos então pelo restaurante porém já era tarde, tinha acabado o tropeiro, delicioso e na marmitinha de alumínio por apenas R$5,00 (preço de novembro/2010), uma pena! Começou a chover fraco e como o restaurante fica longe da portaria fomos andando com um passo mais rápido em direção à saída. Não deu tempo, nos molhamos porque deu uma chuva dessas que se é pra cair, deixa cair, e chegamos no ponto de ônibus já molhados. Ainda bem que o ônibus vem logo e quando estávamos no meio do caminho a chuva parou. Quando descemos do ônibus o céu estava todo azul, imagina?


Eu não conhecia essa região da Pampulha, pra falar sério nunca fui direito na Pampulha. Uma vez fui até a Casa do Baile onde não tem baile nenhum, é uma galeria de arte e às vezes, um salão para eventos. No caso eu tinha ido para uma vernissage de quadros, fui mais pelo coquetel do que pelos quadros. Bebi pra caramba, vinho e licor, não tinha cerveja. Chic, não? Como era umas 6 da noite, não deu pra ver nada lá fora, de modo que posso dizer que morando 20 anos em Belo Horizonte, não conheço a Lagoa da Pampulha e as obras (famosas) em seu entorno. Ainda vou visitar a Igrejinha de São Francisco e a imagem de Iemanjá, quem sabe, um dia.


Quem é de fora e quer visitar os pontos turísticos (e outros) de Belo Horizonte, a Prefeitura publica um livreto inclusive com mapa, que ajuda muito quem não sabe andar na cidade. Você pode pegar de graça no stand de turismo que existe nos Aeroportos de Confins e da Pampulha, no Mercado Central (saída da Avenida Augusto de Lima, saída para o Minascentro). Também na Avenida Afonso Pena com Rua da Bahia, no chamado mercado das flores, você pode pegar um exemplar. Quase ia me esquecendo: na rodoviária também, só que não sei onde, há um posto de informações então você pergunta, tá?


E eu quero ir conhecer o novo Centro Administrativo do governo de Minas Gerais, projetado por Oscar Niemeier onde era antigamente o Jockey Club. É um local de trabalho para muita gente, mas que vale a pena a gente ir lá conhecer. Quando eu tiver material eu vou postar, é o que Belo Horizonte tem mais de novo e que enche a gente de orgulho. Eu não gosto de política mas o Aécio Neves foi muito criticado por gastar uma fortuna construindo um palácio, mas valeu a pena. Tem coisas que só a gente indo ver para entender o porquê de ter sido feito. Também quando a lagoa da pampulha foi construída (sim, é um lago artificial) muita gente meteu o pau no Juscelino Kubtscheck.


Quando o zoológico foi inaugurado eu acho que estava me mudando para Belo Horizonte, me lembro que era no governo do Hélio Garcia (cá entre nós, ele gostava, dizem, como o Lula, de um mézinho...) mas depois sofreu uma intervenção e ficou com mais benfeitorias e animais. Imagino como o povo não "meteu a lenha" no governador porque ele gastou uma fortuna com plantas e bichos, mas está aí o zoológico, soberbo, esplêndido, e agora quem reclamou calou a boca! Eu acho mesmo que o governo deve é gastar muito mais dinheiro ainda, comprando mais animais, por exemplo, uma gorila bem gostosa para o gorila Idi Amim fazer muitos gorilinhas...


Evidentemente se o gorila for gay, tragam para ele um macho, o importante é ser feliz! Amor, gente, não tem sexo, ok? Eu acho que o Idi Amin ficar sozinho deve ficar com tédio. Além do mais a gente não quer ter alguém só para amar. Odiar também faz parte da situação da gente ter e estar com alguém. Eu duvido que alguém tenha alguém e só dê amor. Com certeza, dá encheção de saco, dá enjoança, dá raiva, às vezes querendo e outras vezes não querendo. Mas amor e ódio andam de mãos dadas num relacionamento saudável. Mas, atenção: não quer dizer que é certo partir para os tapas, eihn, gente! Vamos conversar que tudo se resolve, sem violência, viu?



Penso o seguinte: numa relação feita por dois homens deve haver, no mínimo 50% de amor, se possível e o quanto melhor, mais do que 50% de amor, claro. Você deve ter o cuidado, contudo, de deixar 50% de respeito entre você e o cara, no mínimo. Se você manter 49% de respeito a relação ficará "dançada" e caminha para o desmanche. Quero dizer com isso que o relacionamento não pode ser preenchido só com amor, tem que haver uma parte deixada para caber "respeito". Se você está com um cara que não te respeita, ou você não respeita o cara, hum, é ruim eihn... Portanto, meu querido, nunca deixe te desrespeitarem sob a alegação que te amam, e, você também, nunca desrespeite seu amorzinho, viu?

 

Eu nunca desrespeitei meu companheiro? Caraca!!! Várias vezes. Inclusive com traição. Mas eu tive a humildade (senão a sabedoria) de ser sincero e contar o que aconteceu e porque aconteceu, quais emoções e pensamentos me fizeram fazer um ato de desrespeito com ele. O importante é ser sincero já que errar é humano, contar, se abrir, e pagar o preço! Se o cara vai entender e em seguida te incriminar ou te perdoar, isso é com ele. A sua (e a minha) obrigação é respeitar o direito dele de manifestar raiva, indignação, desprezo. Ou, como foi até hoje o meu caso, do meu companheiro me entender e me perdoar. Acho que quando há perdão e desculpas num relacionamento, há verdadeiro amor. Melhor seria nunca desrespeitar o parceiro, mas se isso acontecer, vamos pedir desculpas... e até perdão, ok?


Voltando ao zoológico, o Idi Amin, eu, você, todo mundo, merece ter alguém especial para chamar de seu, concorda? Espero que a prefeitura coloque mais animais até porque a gente se torna mais humano e consciente da nossa pequenês e impotência ao ver as coisas criadas pelo grande construtor do Universo. É uma boa oportunidade de aprender e entender como a vida é um prêmio maravilhoso que a gente (e os bichos) recebe. Nós, em geral, nos sentimos o centro do universo, achamos que podemos tudo, mas ao ir ao zoológico percebemos que somos só mais um tijolinho, que fazemos parte de algo maior.


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