terça-feira, 23 de novembro de 2010

Ayahuasca não foi dessa vez

Novembro de 2010, um sábado quentinho e gostoso, seis horas da tarde estamos eu, meu companheiro e a irmã dele estacionando na rua em frente à comunidade que tem um trabalho de expansão da consciência pelo uso da ayahuasca. Nós três estamos com expectativas diferentes.


Eu não faço questão de expandir minha consciência coisa alguma, se expandir tudo bem. A irmã do meu namorado tem um marido agnóstico (pessoa que acredita que a existência ou não de Deus não pode ser comprovada, portanto a existência de seres espirituais superiores é duvidosa) e ela acredita mais ou menos que pode mudar a sua condição espiritual, ou como dizem, sua consciência. E meu namorado é um cara que é extremamente sugestionável e tem uma incansável busca por espiritualidade, ou seja, ele cai como um patinho em qualquer crença religiosa. Do jeito que ele é, se deixar, a consciência dele fica expandida até demais.


Acontece que nos foi recomendado chegar às seis horas da tarde para os trabalhos e que deveríamos passar umas quatro horas, inclusive devíamos levar colchonetes para o caso de passar mal ou precisar descansar, tinha um lugar que a pessoa que precisasse poderia deitar-se, além do mais devíamos levar lanches. Meu namorado leva tudo ao pé da letra e separou três colchonetes, duas blusas sendo uma para ele e outra para mim (a noite estava quente, eu falei, não leva, mas não adiantou), dois pacotes de pão bisnaguinha, duas caixas de suco, um pacote de biscoito de polvilho, um rolo de papel higiênico, quase uma dúzia de folhas de papel toalha, cinco copos descartáveis. Enfim, parecia material para um acampamento, não para uma preleção sobre a ampliação da consciência.


A ayahuasca (pronuncia-se em português aiuasca) é nativa da região amazônica, originalmente usada por índios das imediações da fronteira do Acre com a Bolívia e foi inserida na vida do "branco" por um seringueiro que teve contato com esses índios e alegando que teve a visão de Nossa Senhora da Conceição orientando a ele que trouxesse a erva e ele fizesse um chá para ser servido ritualmente para ampliação da consciência. Acertando melhor essa informação, o tal do seringueiro, chamado Mestre Irineu, trouxe não só o cipó da ayahuasca (Banisteriopsis caapi) mas também uma planta aparentada do pé de café, portanto uma rubiácea (Psychotria viridis) isto porque o chá é feito da mistura dessas duas plantas, uma funcionando como parte masculina e a outra como parte feminina do chá.


O chá, conhecido como "Vinho Sagrado", mas não só esta denominação, foi servido lá pelas sete horas da noite, aliás deve-se começar tomando duas doses do tamanho de um copinho plástico descartável destes de servir café. Tomei, meu namorado e a irmã dele tomaram, e nos sentamos. O orientador disse que ia ligar uma música e que a expansão da consciência seria facilitada de acontecer se a gente prestasse atenção à música. Era só se entregar à ouvir e as coisas iam acontecer. Bom, a noite toda foi só ouvir música, sem parar, só música o tempo todo, uma atrás da outra. Fomos orientados a ficar sentado na cadeira plástica, quietos, sem falar ou mexer com a pessoa sentada ao lado, no caso meu namorado estava à minha esquerda e um cara que não conhecia à direita. Passou um tempo e comecei a sentir uma coisa estranha, incomum.


Segundo eu fiquei sabendo consultando a Internet a ayahuasca já era usada a uns 2.000 anos antes de Cristo por esses índios da amazônia brasileira, boliviana e peruana mas o fato é que atualmente sabe-se que somente alguns índios a usam, sendo que seu uso está se expandindo entre os "brancos" uma vez que a ayahuasca é usada por movimentos religiosos. Entre os vários movimentos religiosos mais famosos que usam a ayahuasca o "Santo Daime" é o que é quase sinônimo de ayahuasca. Talvez porque o Mestre Irineu foi o idealizador dessa seita. Percebi que a comunidade em questão onde estávamos era uma dissidência, isto é, é um centro ou núcleo independente do Santo Daime.



Bom, desculpe, eu etava falando que depois de beber os dois copinhos do chá, que é geladinho e parece que leva mel como adoçante, fica com um gosto de doce de início na boca mas depois dá uma sensação de travado, um amargo enjoado, e quando vai pro estômago já faz a gente se sentir mal, o corpo tem a tendência de rejeitar o produto. Eu percebia o gosto ruim dentro de mim e tentei deixar passar batido o gosto ruim e então veio o primeiro efeito da substância. A minha percepção auditiva foi tremenda e enormemente aguçada e parecia que eu estava dentro da música. Sabe quando você tem um som estéreo muito dos bons e que aumenta muito o volume, pois é, além da música, que era bonita e cheia de arranjos acústicos, estar alta, num volume muito alto, a música parecia que estava ao meu redor, me envolvendo. Quando a gente está em casa ouvindo um CD a gente sabe que a música vem do aparelho de CD, mas no caso, a música estava ao meu redor, completamente ao meu redor, não vinha de uma direção não, a música era todo o espaço ao meu redor, como se eu estivesse dentro de uma piscina de música.



Eu pensei, deve ser o começo do alinhamento dos chacras, sim, o chá faz acontecer o alinhamento dos chacras, então tá, começou a alinhar meus chacras, que bom. Fiquei curtindo o efeito surround 3D da música, legal. Falaram para nós que a música era o canal de execução da mudança que a gente queria, a tal da expansão da consciência, mas a questão é que a música, devido a alteração na estrutura cerebral, ficou muito alta e como eu não estou acostumado muito com música alta, após a primeira ou segunda hora ouvindo a tal música, começei a ficar incomodado, e em vez de eu ampliar a consciência, fiquei era perdendo a paciência. Esta imagem abaixo não é do local, mas houve algo muito parecido.



Além do mais havia muita percussão (bateria) sendo tocada nas músicas e como eu tenho um vizinho adolescente que treina bateria, e nem o muro nem a minha imaginação que eu sou surco e não tô ouvindo nada adianta para barrar o barulho infernal que o diabinho faz, eu associei a bateria da música de ampliação da consciência com a música do meu vizinho, e o efeito que causou mais atrapalhou que ajudou. Fiquei aguentando até que a música parou e disseram para tomar mais um copinho, o terceiro e último. Todos se levantaram e fizeram fila, e lá na fila entrei eu também.


É preciso explicar que chacras são estruturas dentro do corpo humano onde circular a energia vital e para os espíritas, lembrando que essa comunidade é espírita no sentido de ser meio umbanda e meio candomblé, portanto, aceita e solicita a intervenção de espíritos e, segundo entendo, qualquer seita que adota o ritual de intervenção de espíritos para mim faz parte da crença ou igreja ou seita espírita. De modo que a intenção, uma das intenções, era alinhar os meus chacras, os meus centros de força, sendo que cada um dos chacras está associado a uma emoção ou sentimentos. Pois é, quando me levantei, e meu namorado se levantou ao meu lado, acho que não deu tempo de um ou dois ou a maioria dos chacras se alinharem. Quando nos levantamos para ir tomar mais uma dose só os homens se levantaram, já que o salão tem uma fila de cadeiras para as mulheres sentarem de um lado e os homens tem uma fila de cadeiras do outro lado, logo, homens e mulheres ficam separados o tempo todo. A minha cunhada só foi tomar o chá quando todos os homens voltaram a se sentar em suas cadeiras, de modo que eu não consegui ficar perto dela nem falar nada com ela pra saber se ela estava bem. Só deu para olhar e ver a reação dela, parecia que ela estava bem.


Como é que a gente foi parar neste centro xamânico? Foi obra da minha cunhada, ela tem um amigo que era viciado pra caralho em cocaína e parou de usar depois de ir a esta comunidade que tomamos o chá. Com a boa referência dada por essa cara, minha cunhada insistiu em tomar o chá para ver como era, e meu namorado e eu combinamos de tomarmos os três, assim um faz companhia e dá suporte ao outro. Sabe que tomar ayahuasca não é proibido no Brasil, não é considerado uma droga. Há um órgão do governo federal chamado CONAD (Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas) que em 2010 decidiu-se por achar que ayahuasca não é droga, regulamentando o seu uso. Embora desde 1987 o uso do chá é considerado legal (nem crime nem contravenção penal), em maio de 2010 o Deputado Federal Paes de Lira apresentou projeto legislativo 2491/10 querendo proibir o seu uso que é só permitido em rituais religiosos.





E a controvérsia abrange mesmo entidades religiosas que usam a ayahuasca, sendo que algumas delas reclamam que o uso do chá está se banalizando e pedem que o governo tome uma providência para coibir o seu uso indevido (fora de rituais xamânicos). Ah, queríamos tomar pra ver o que dava e agora estamos na fila dos homens, para tomar a terceira dose. Estou com cara de chateado e meu namorado todo feliz atrás de mim na fila, nós dois já com o copinho na mão, em fila indiana, aproximando da mesa onde é derramado o chá nos copinhos.


Estas fotos são da Internet, é uma pena que não pudemos tirar fotos ou gravar vídeos da reunião. Eu não quis tomar a terceira dose porque achei que não era algo que me servia, pelo tempo que passou, horas, eu não tive nada mais do que alteração auditiva. Ai eu disse para o cara que estava servindo que eu precisava muito ir ao banheiro e ele deixou, meu namorado então teve o copinho enxido e eu "casquei fora", como dizem os mineiros.


Demorei pensando que ao voltar eu escapava de tomar, já que não queria tomar mais o chá, mas ao entrar no salão um cara disse para eu tomar e eu na maior cara de pau, cínico que sou, disse que já tinha tomado, ele e eu sabendo que eu não tinha, e ai eu agradeci com um sorriso angelical e deixei ele lá em pé me olhando. Me sentei no meu lugar e fiquei aguardando ele vir falar comigo, não veio, ainda bem. Se viesse eu ia insistir na mentira deslavada que tinha tomado! Meu namorado ao meu lado adorando tudo e sabe-se lá quanto tempo ainda tinha que ficar, já devia ser umas dez da noite agora. A música recomeçou e eu normal,e meu namorado doidão já, porra meu, endoidou mas ficou quieto na cadeira, viajando...



Enquanto meu namorado possivelmente estava tendo seus chacras alinhados ele começou, ali sentado e quieto na cadeira ao meu lado, a rir, sim rir!!! Eu estava de olhos fechados a maior parte do tempo mas de vez em quando eu olhava para ver como ela ia reagindo. Quando ele começou a rir, viajando na ayahuasca, ele não emitia barulho de riso, só ficava rindo, às vezes tampava a boca, mas ria sem parar, sem nenhum controle sobre o riso, aquele riso silencioso. Só parou para vomitar. Vomitou tudo o que tinha direito, num saquinho que já estava colocado amarrado no braço de cada cadeira. Eu fechei meus olhos esperando o tempo passar, até chegar o tempo de ir embora.


 A minha cunhada também vomitou, soube mais tarde. Como eu não vomitava nada ficou mais que claro para os chefes da reunião que eu havia mentido, que eu não tinha tomado a terceira dose. Não sou de me importar com o que acham, mas fiquei incomodado que a minha mentira tinha sido descoberta tão facilmente. Gosto de mentir e ninguém descobrir que menti, então a mentira perdeu a graça.  Este aqui em baixo é o Mestre Irineu:




Fiquei ali chateado e com enjoo porque o chá é ruim pra dedéu, mesmo estando na barriga a gente sente o gosto horrível dele. Falaram que tem gente que vomita e outros que defecam (cagam, em bom português). Eu pensei, conhecendo o meu namorado como eu conheço, com a sua facilidade de ir ao banheiro, que ia dar uma baita caganeira nele, mas ele preferiu vomitar. Ainda bem porque o banheiro dos homens é muito mal equipado, feio mesmo. E fomos recomendados a vomitar por ai, onde quiser, sobre as plantas, no passeio, menos no banheiro porque as energias que tem no banheiro atrapalham o trabalho de expansão de consciência.


 Quando meu namorado voltou a ficar quieto eu me aquietei também. Mas quando eu pensei que a coisa toda tinha acabado, não tinha acabado. Eu me levantei e fui me sentar nuns bancos que ficam na lateral do salão, e ai a minha cunhada sentou-se perto de mim. Mas veio um cara e disse para ela ficar no outro lado, homens e mulheres tinham que ficar separados. Fiquei sozinho, isto é, tinham caras que não conheciam por perto, mas eu me sentia terrivelmente sozinho e me sentindo um peixe fora da água ali. Disseram que ia ter uma atividade de congraçamento, mas antes disso meu namorado continuou na sua viajem, só que dessa vez viajou diferente.




Enquanto eu estou sentado, e tinha já muitas pessoas sentadas ao redor, o centro do salão ia sendo retirada as cadeiras plásticas, só que o meu companheiro nada de se levantar. Eu fui até ele, uns 3 metros na minha frente, e pedi para ele vir sentar ao meu lado. Ele nada de levantar-se. Fiquei sentado no banco no canto vendo ele lá sentado, viajando. Ai como era só a cadeira dele no centro do salão eu voltei lá e pedi de novo para ele sair da cadeira e vir sentar ao meu lado. Ele nada de levantar-se. A irmã dele estava sentada ainda nessa hora, o homem não tinha ainda vindo pedir para ela ir pro lado que ficam sentadas as mulheres, mulher de um lado, homem de outro, e eu pedi para ela ir falar com o irmão para ele desocupar o lugar. Ela não foi, e ai eu deixei ficar como está pra ver como fica. Foi um dos dirigentes do encontro lá falar para ele sair e sentar no canto. O meu namorado me disse mais tarde, quando a gente estava indo pra casa, que ele achava que eu era um sonho, que eu no sonho estava falando para ele se levantar. Foi por achar que era um sonho que ele não levantou-se. Porra meu, isso é que é efeito alucinógeno!!! 



Eu abrindo a boca toda hora incomodado para ir embora e o meu namorado adorando tudo, em plena viajem alucionógena! Ele ficou sentado por pouco, resolveu ajoelhar no chão, na posição de prece mulçumana, e para minha surpresa, ficou assim por uns dois minutos e depois... começou a engatinhar no chão de cimento na direção do altar de oferendas às entidades. Lá tinha uma vela acesa e ele gostou dela e ia se arrastando no chão até chegar nela, olhou e... deitou todo esticado no chão, desabou! Eu esperei que ele reagisse e se levantasse, mas nada. Então fui até ele e pedi para ele vir sentar ao meu lado. Ele não parecia nada bem. Mas pensando que ele estava viajando, dopado no último, deixei ele ficar, pelo menos estava quieto. Esperei o pessoal da direção ir ajudar ele mas ninguém ia, fui ficando irritado, puto da vida com essa encheção que é reunião de uso de ayahuasca, mas até que enfim um cara foi lá dar apoio ao meu namorado. Aliás dois caras, pegaram ele, levaram para o lugar onde estava o colchonete e lá ficou meu namorado deitado, curtindo a viajem astral. Enquanto meu gato dorme a música começou sem fim...




Cara, até que essa parte foi melhor, na minha opinião. A minha cunhada disse-me no carro na volta que gostou mais da primeira parte. Nessas músicas haviam textos falados, até leitura de poesia. Tudo muito bem feito, bem escrito, de bom gosto, construtivo, positivo. Eu até então estava era aguentando e esperando acabar, mas teve uma hora que teve umas músicas evangélicas e como eu sou desviado da igreja batista, eu prestei atenção. Falou na música como é boa a sensação de estar com Deus, e ai então pela primeira vez eu me abri e fui tocado emocionalmente. Cherei um pouco, só um pouco, pensando em como era boa a sensação de unidade com Deus que eu senti por dois anos na igreja batista e que não sinto mais desde então. Chorei de saudade daquela sensação, sensação de paz, de amor, e unidade com Deus, com as pessoas. E que agora, uma vez perdida, só resta mesmo lembrar e lamentar. Foi um choro rápido de lamento. Bom, lá pelas uma hora da madrugada a reunião acabou. Nem tanto, não é bem assim...




Eu pensei, ah não, dança de novo não. Porque naquela pausa antes de tomar a segunda dose da ayuhuasca as pessoas que já estavam acostumadas a frequentar o lugar ficaram dançando no salão, uma dança repetitiva, homens numa fila do lado de cá do salão, mulheres do lado de lá do salão. Uma dança repetitiva, sendo que os homens davam dois passos rápidos para e esquerda e dois passos rápidos para a direita, dois passos rápidos para a esquerda, dois passos rápidos para a direita, dois passos rápidos para... bom, você já entendeu, algo que eles gostavam de ficar fazendo. Me lembrei que na Turquia há os dervixes, uma espécie de religioso que ica dando voltas ao redor de si mesmo até entrar em transe. Mas não foi sessão de dança de novo, não.


 Agora era uma atividade em grupo, era pra dar as mãos e formar um círculo. Depois começou-se a fzer mudanças na forma do círculo, ora as pessoas se aproximando ora se afastando, ora fazendo cobrinhas assim oonculndo pelo salão, foi legal isso. Me descontrai um pouco porque lembrei das inúmeras reuniões que participei no Recursos Humanos da empresa que trabalhei. Tinha muito nessas reuniões essa parte de pega na mão do outro e sinta-se amigo e íntimo ai desse filha-da-puta desse colega de trabalho e vê se volta para o local de trabalho sem nervosimo e disputa, como se isso fosse possível, nunca aconteceu comigo. Mas passar o tempo nessas reuniões de RH (Recursos Humanos) pelo menos parecia ser um dia de folga para mim. Até que enfim acabou acabando. Despedimos e pegamos nossas tralhas e aceleramos rumo ao portão da rua, mas ele estava trancado e freiamos na frente dele. Tentei abrir, meu namorado tentou abrir, minha cunhada tentou abrir. Trancado.



Você sabe que os dois ainda estavam saindo do efeito da ayahuasca e estavam, portanto, meio dopados e sem noção. Mas eu estava em plenas faculdades mentais e queria derrubar aquele portão, cara, uma escuridão e eu não via nada, uma hora da madrugada querendo ir pra casa, de saco cheio. Os meus dois acompanhantes acho eu que estavam mais para pedir a tal da expansão da consciência que ela abrisse o portão mas eu tava fulo de raiva. Rumei de volta para pedir que alguém abrisse o portão e com muito custo veio uma mulher e ela tirou do portão uma baita tábua que estava segurando e travando ele. Quando ela tirou a bosta que impedia o portão de abrir eu rápido segurei o caralho da alça do portão e o abri. Fomos pro carro, a motorista que era a minha cunhada estava bem pra dirigir. Ligou o carro, entramos na avenida principal do bairro e coisa e tal e no caminho fomos conversando. Eu e ela achamos, no cômputo geral, uma experiência mais-ou-menos. Já meu namorado achou tudo SENSACIONAL, MARAVILHOSO, ÓTIMO, etc etc. 



Você sabe que me deu vontade de jogar meu namorado pra fora do carro porque eu tive uma noite difícil e ele teve uma noite agradabilíssima. Como é que eu sou diferente dele, nossa meu, sou diferente demais dele. Ele acredita nessas coisas de religião, de divindades etc. Eu não. Já passei pela Seicho-No-Ie, Mórmom, Batista, Católica, Candomblé, Reiki, etc. e hoje em dia acredito que todas tem a sua verdade, verdade que é relativa, ninguém é a dona do mundo espiritual e não resolve os graves problemas de desamor da humanidade. Mas ai meu namorado veio com uma melhor ainda. Ele me falou que durante o tempo que ele estava sob o efeito do chá ele me viu e descobriu que eu sempre fui namorado dele, nas outras vidas eu era a alma gêmea dele. Eu já fui egípcio, romano, dentista, etc e sempre fui a alma gêmea dele nas demais vidas. Oh, céus, me segura, gente!!!

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