quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Flores: é primavera! - 2

Sonhei que um professor no dia 26 disse que a prova seria dia 30 e que a matéria da prova estava em um livro que ele indicou neste dia 26 em que deu o aviso da data da prova. Portanto, ele não daria a matéria em classe, os alunos deveriam comprar ou emprestar o livro, ler e se preparar para a prova. Quem quisesse poderia ir até a casa dele e ele venderia o livro já que tinha vários exemplares, de modo que não aceitaria que ninguém alegasse que não leu o livro porque não o encontrou.

 
Eu quando cheguei em casa considerei que o professor havia sido arbitrário e me culpei por não ter falado para ele, em particular, que tanto a data da prova estava muito próxima quanto ele queria avaliar uma matéria que não tinha dado em aula. Fiquei pensando que no curso online, não presencial, realmente é indicado um livro ou outra fonte para leitura para posterior avaliação, mas meu curso não era online (Educação Á Distância - EAD), logo esse negócio de mandar ler em vez de dar explicação da matéria em sala de aula não tem cabimento.


No meu sonho eu resolvi na aula dele no dia seguinte, dia 27, falar que eu não considerava correto e conveniente a decisão dele de dar a prova tão cedo e sem dar a matéria em classe. Coloquei um relógio-espião no pulso, porque eu queria gravar a atitude dele uma vez que eu achava que ele, por ser uma pessoa arbitrária e pouco democratica, iria querer manter posição e até me desqualificar, e, assim, com a gravação no relógio-espião eu poderia levar a gravação até a direção da escola, e insistir que o professor mudasse de opinião e atitude.


Na escola, esperei acabar a aula dele e eu esperei ainda que os alunos saíssem e me agachei em frente da mesa dele, apoiando o meu pulso sobre a mesa, de modo que o relógio estava focado bem na cara dele. Comecei a falar com educação, explicando o que eu achava. Ele ouviu sem interromper e quando eu terminei simplesmente ele falou que eu não tinha entendido o que ele tinha dito.



Eu disse para ele: "Eu não entendi? O que foi que eu não entendi, professor?" e ele respondeu que eu não tinha entendido que ele tinha dado uma orientação e que eu devia segui-la. Disse que se tinha orientado para ler um livro, eu devia ler. Se eu tivesse entendido isso, não estaria agora falando com ele.

 
A intenção dele, evidentemente, era me abalar. Tinha me chamado de burro, educadamente. Eu fiquei sem reação por quase um minuto, só olhando para ele. Quando eu reorganizei meus pensamentos eu me levantei, o relógio-espião tirou o professor do foco, mas me lembrei de apontar o relógio para ele e cruzei os meus braços de modo que o foco ajustou na cara dele de novo. Eu olhei bem ele nos olhos e fale: "Professor, eu acho que o senhor devia ter dado a matéria se vai querer fazer uma avaliação da matéria. Não acho correto mandar ler um livro, evitando assim dar em aula a apresentação do conteúdo do livro. Se o senhor dar a matéria eu faço a prova no dia 30, se o senhor só mandar ler o livro eu não faço a prova no dia 30. Eu pago a escola para ter aula, não pra professor me mandar aprender lendo livro em casa!"

 
Cara, no meu sonho o professor se levantou e me olhou com desprezo e secamente e não disse nada, foi em direção à saída e me deixou parado dentro da sala de aula. Eu então fiquei pensando se tinha valido a pena entrar numa controvérsia com o meu professor, ainda tinha vários meses de aula com ele e poderia me reprovar, em represália por eu ter confrontado e questionado ele. Desliguei o relógio-espião e fui pra casa. Chegando em casa comentei com o meu companheiro o que tinha acontecido na faculdade. No meu sonho o meu companheiro so ouviu, não me disse nada. Continuei sonhando. Eu entrei no quarto e tirei minha roupa e me dirigi para o banheiro. Fui tomar um banho porque um banho sempre acalma a gente, né?


Enquanto no meu sonho eu estou tomando banho eu identifico o meu professor como uma pessoa pouco democrática e sem diálogo. Então debaixo da água quentinha me lembro que dias atrás meu companheiro me pediu para gravar um CD para ele, com as fotos de um aniversário de família que eu e ele fomos mês passado. Aliás, foram dois CDs de tanta foto que tinha.



Eu falei para ele, tira esse monte de foto da memória do computador e grava num CD. Ele me falou que não sabia gravar CD. Eu disse: você senta no computador e eu te ensino, mas fazer pra você eu não vou. Você tem que fazer, basta copiar e colar, qualquer criança hoje em dia faz isso. Ele setou na cadeira, abriu o Windows Explorer mas meu companheiro não conseguia fazer nada e eu acabei gravando os dois CDs pra ele e aproveitei para dar um baita esporro nele por não ter sincera vontade de aprender a usar o computador.


Ele ficou quieto, meio magoado por eu não querer gravar o CD com as fotos que ele queria. Eu percebi ele "murchando" pela minha humilhação, e em vez de ser compreensivo e tolerante com o fato dele saber muito pouco de gravar CD no computador, eu insisti em repreender ele. Eu então falei para ele que nunca mais me pedisse para gravar CD para ele e que ele parasse de colocar as fotos da câmara Kodak dele no meu computador porque enchia a memória.

 Ele precisava aprender a usar o copiar-colar, que pedisse ajuda para a sobrinha dele de 15 anos que tinha uma Kodak igualzinha. Cara, meu companheiro ficou calado e chateado. Eu senti poder nessa hora, eu estava tendo ele sob controle, dizendo o que ele tinha que fazer e que ele pra se dar bem era melhor seguir o que eu estava mandando ele fazer.



Cara, uma das coisas que me faz amar meu companheiro é a capacidade de se generoso que ele tem. Embora às vezes ele "roda a baiana" por qualquer coisa, por exemplo, no café da manhâ eu coloco mais fatia de pão para ele comer, ele diz que não quer, eu digo para ele comer mais uma só, aí então ele "perde a linha" e "sai do salto", explode, você pode imaginar! Mas normalmente ele é muito compreensivo comigo, amigo mesmo. Ele fcou no meu sonho, como na vida real, me ouvindo, compreendendo que eu estava nervoso e que não é normal, alguém mandar alguém fazer algo. É muito desrespeitoso ordenar os outros a fazer algo, além de não ser educado não é nada democrático.


No meu sonho eu descobri que estava agindo com o meu companheiro exatamente como o meu professor agira comigo. Sem diálogo, com opressão, ordenando fazer algo sem ouvir ou perceber se a outra pessoa concorda com isso. Então o meu sonho virou pesadelo e de tão incomodado que fiquei eu acordei. Era sete horas da manhã e ao me mexer na cama, acabei acordando o meu companheiro. Eu disse me desculpe por te acordar, você gosta de dormir um pouco mais, mas é que eu tive um pesadelo. Contei para ele o que tinha sonhado. Falei para ele que eu tinha agido mal com ele. Ele sorriu e disse que não era nada. Nos beijamos e ficou tudo bem. Vou gravar CD para ele quando ele pedir...


Estas fotos são de flor de cacto que abriu ontem, quarta-feira, à noite. Algumas fotos foram tiradas naquela noite, outras na manhã de quinta-feira. A flor de cacto não costuma durar mais que 24 horas.

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