sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Não sou garoto de programa!

Me perguntaram se eu era garoto de programa, acredito talvez por que eu mostro na janelinha da foto a minha bunda ou apareço de cueca, pode ser isto.



Mas isto já é suficiente para provocar a impressão que eu sou garoto de programa? Ou seria então a minha capacidade de comunicar com todos que estão na minha lista de contato que chegam a mim e eu falo abertamente da minha vida gay e do que percebo acontecendo na vida gay dos outros.



É que eu sou muito tranquilo quanto a minha sexualidade e troco ideias com os meus contatos do messenger com a maior tranquilidade. Exponho o que acho do sexo e dos relacionamentos com machos, entendendo que machos são homens que comem bunda e também que dão a bunda. No meu entender, comer e dar são formas naturais de viver a sexualidade, não tenho preconceitos ou restrições em conviver com caras ativos ou passivos. O que importa para mim é que eu e a pessoa no messenger sejamos verdadeiros.



Se eu fosse garoto de programa eu não passaria o tempo fazendo amizades e sim me oferecendo direto e reto para "serviços" sexuais. Quem me conhece na internet sabe que eu não ofereço para fazer sexo por dinheiro nem por qualquer outro motivo, a não ser evidentemente ser feliz e fazer feliz.



Aliás eu acho que ninguém me pagaria um centavo por que eu me considero um cara "facinho" de transar. Não é preciso convencimento em termos de dinheiro para conseguir fazer sexo comigo, contudo é importante que a pessoa tenha atitude, personalidade e um pouco de etiqueta.



Onde tem um "garoto" de programa com 52 anos de idade, que é a minha idade. Seria mais conveniente dizer "idoso" de programa, e mesmo assim eu não me prestaria a fazer sexo por dinheiro. Quando a pessoa escolhe ser garoto de programa ela se dispõe a transar com caras até mesmo que não gostam, não simpatizam, não sentem que tem corpo ou cabeça gostosas.



O que interessa é a obtenção de dinheiro. Eu nunca paguei ninguém para fazer sexo comigo e ninguém nunca pagou dinheiro para fazer sexo comigo. Também sempre fiz, e fizeram comigo, sexo por prazer, eu escolhi os caras e por sua vez os caras me escolheram. Sempre foi uma opção, nunca fiz e deixei que fizessem sexo por obrigação, por exemplo, para conseguir algo mais do que fosse o prazer.



Não fico enrolando, quando o contato me perguntou se eu era garoto de programa eu disse que não, também disse que não tenho nada contra quem é. Cada um tem seus motivos e cabe respeitá-los, se alguém quer transar com pagamento de dinheiro, tudo bem para mim, desde que isso não aconteça comigo.



Eu não me sentiria bem se um cara quisesse me pagar para fazer sexo comigo porque o meu tesão sumiria, eu me realizo sexualmente quando o cara diz que quer fazer sexo comigo por tesão. Se houver espaço para me dar um presente, ai é diferente, não se trata de pagamento, mas de um ato simpático e amigo, me dar um presente. E se me der cueca então, ganhou meu coração!



Acredito que há diversas formas de fazer sexo e todas são boas se os parceiros se sentem à vontade e sem pressão, fazendo sexo e obtendo o prazer que precisam. Tem caras que me dizem que não querem que passe a mão na bunda, ok, tudo bem, não passo a mão na bunda. Embora eu ache bunda de macho muito bonita e fique com vontade de passar a mão, se o cara acha que isso não é agradável, não faço.



Outra situação que já me aconteceu é que o cara não gosta de carinho, gosta apenas de amassos e pegações mais fortes, mas não carinhos. Eu entendo e não faço carinho. Quero dizer com esses exemplos que a gente tem que se entender na transa, tudo bem é viadagem e sacanagem pra tudo quanto é buraco, mas mesmo assim tem que haver respeito e limites.



Não fiquei chateado por acharem que eu era garoto de programa, até mesmo sinto-me elogiado. Acho que só querem me conhecer, não é mesmo? Quero que sintam-se à vontade para falarem sobre assuntos gays, ok? Como eu acho que não há ainda um padrão de compartamento gay, inclusive nós gays tendemos a imitar os comportamentos héteros, acho que meu blog ajuda a gente a ir trabalhando a nossa identidade gay.




E para terminar mais uma gozada:


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