terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Vídeos musicais - temática gay

Muito bem, madrugada de segunda-feira foi uma noite especial para mim porque conheci um pouco mais um contato de Campinas, cidade em que morei na década de 1970 e 1980. Compartilhamos nossos gostos por cuecas e sungas e fiquei ao par da ótima ideia de formar grupos para troca de cuecas. Funciona assim: eu envio por correio uma cueca e você me envia também uma cueca, sendo que você escolhe a que quiser e eu também, portanto quando receber será uma surpresa o modelo da cueca.



Achei legal a coisa de ter uma relação assim de confiança e amizade criada que permita esse tipo de atividade partindo do messenger. Falei que no momento não estou em condições de aderir ao grupo de troca de cuecas (novas certamente) e que tão logo resolva meus problemas financeiros eu quero começar a troca de cuecas. Cara, todo final de ano eu zero meu caixa, não sei se com você acontece isso mas fim-de-ano é uma falência total para mim. Gostaria de ir guardando o ano todo um dinheirinho para bancar tanta despesa mas confesso que eu não sou disciplinado em questão de dinheiro.



Além do que há quatro meses eu sai de uma relação de 5 anos que era muito importante para mim, e dia 17 de dezembro seria o aniversário de compromisso. Vai ser o primeiro Natal e Ano Novo sem meu companheiro, juntando isso aos gastos excessivos dá pra ser feliz? Você pode dizer que não sou santo, não sou mesmo, mas eu era infiel sim mas no boquete que fazia nos outros e no boquete que faziam em mim, na masturbação idem, acho que anal aconteceu nesses 5 anos duas vezes. Isto é traição? No meu entender não porque o tempo todo a pessoa que eu amava era ele, o que aconteceu com os outros era como matar um tesão, nem sei e nem quero saber com quem foi, não teve a menor importância. Oscar Wilde dizia que a única maneira de resistir ao desejo é sucumbir a ele.



Adoro essa música, quando eu e meu ex-marido íamos toda sexta-feira comer pizza havia música ao vivo e eu sempre pedia Garoto de Aluguel de Zé Ramalho. A cada dez pizzas a gente ganhava uma, então acho que comemos umas 4 de graça... Paramos de ir lá quando o gerente saiu e entrou um novo gerente e até novo dono e a nova direção transformou a pizza numa porcaria, é incrível como conseguem estragar uma pizzaria. Me lembro uma vez, dia dos namorados, caiu num dia de semana e o gerente resolver fazer música ao vivo, normalmente só nos fins de semana, e a gente sempre comemorava com pizza mais um ano de namoro (era mais casamento), como era divertido.



Eu já tive muito sexo antes, sexo! Mas amor, amor tive poucas vezes. Com meu companheiro era amor, mais amor que sexo, inclusive eu até ficava sem sexo desde que ele me desse amor. O amor dele era o que eu precisava e agora eu sei como faz falta.Uma coisa que eu devo ter feito errado foi sempre falado a verdade, ou seja, quando eu tinha algum contato sexual com caras eu contava para ele. Aprendi uma coisa, nunca na relação você precisa falar de tudo, fale apenas o que for melhor para manter a relação, o resto não precisa. A lógica disso é que você tem o direito de viver a sua vida e fazer o que você quiser, se quiser transar com outro homem você pode, mas levar isso ao conhecimento do seu parceiro não é uma boa coisa e não se engane com a possível cara de compreensivo dele. As pessoas tem orgulho e por isso ele nunca vai entender mesmo de fato. Quer contar para desabafar ou se sentir menos culpado? Conte pra Deus, só.



Uma vez eu me lembro que fui para um motel com um cara que encontrei na sauna, no bar que é o lugar da sauna onde costumo ficar porque com toda a verdade eu não vou em sauna para sexo, bom a gente bebia e conversava, era um cara casado, tinha filhos adultos já, e já tava na hora de fechar a sauna e resolvemos ir pro motel. Chegando lá ficamos deitados nus abraçados e por umas duas horas ele falou da família dele, da relação com a esposa e filhos, de problemas. Nem toquei no pau dele, nem ele me comeu. Às vezes a gente encontra as pessoas e mesmo eu sendo gay não quer dizer que tem que ser necessariamente um encontro de sexo. O que importa para mim é o prazer de estar junto e sentir que forma-se na união dos dois corpos uma comunhão, uma união nesse momento. Acho que, se tiver que haver sexo, na hora do cara gozar e se eu consigo gozar ao mesmo tempo a união fica mais forte, a gente conseguiu entender o lado gay do outro.



Outra vez, muitos anos atrás, na época que eu fazia o curso de salvavidas no SESI de Betim, eu estava depois do curso sentado na grama só de sunga tomando o sol das dez da manhã e um cara de uns 45 anos se aproximou de mim e começou a conversar. Ele me olhava com desejo e eu fui logo dizendo que era gay mas que não tava a fim de sexo e ele falou que pena. E continuou perto de mim, agachado, eu fiquei na minha, ele não ia embora e eu então fiquei ali ouvindo ele falar. Ele disse que era padre em uma cidade vizinha que não cabe agora falar qual e que queria que eu deixasse ele fazer sexo anal em mim e que me trazia de carro depois. Eu fiquei surpreso e sem reação porque foi a primeira vez que recebi uma cantada de um padre.



Mas não foi essa a primeira vez que um padre quis algo comigo, só que da outra vez ele não chegou assim direto falando que queria sexo. Eu estava fazendo o colégio, no final da década de 1970 e o colégio era a alguns poucos quarteirões da Igreja do (censurado), no centro de Campinas. Eu entrei na puberdade muito mal resolvido sexualmente, sabia que era gay mas não me entendia, era tímido, não me abria, tinha medo dos homens (das mulheres eu não prestava atenção, a minha questão era como eu ia me virar com os homens). Eu trabalhava 8 horas por dia e a noite ia pro colégio. Um dia eu resolvi entrar na tal igreja, era quase umas 7 horas da hoite, antes de eu ir pra aula. O padre estava por lá e cheguei nele e disse para ele que eu não queria me confessar, só conversar. Ele me levou para a sacristia e estávamos só eu e ele lá. Ele me ouviu dizendo dos meus problemas de ser homossexual mas estar todo travado e não entender bem o que se passava comigo. Para minha surpresa em vez de aconselhamento ele falou para eu me ajoelhar na frente dele, pensei que eu ia rezar, então ele colocou minha cabeça sobre a batina dela na região do sexo dele. Eu pensei que ele ia fazer uma oração, ingenuamente fiquei esperando mas então ele esfregou minha cara "lá". Eu me levantei assustado e sai correndo e nunca mais entrei naquela igreja.

Nenhum comentário:

Postar um comentário